Sinto-me fechado num quarto escuro... com milhões de interruptores que não dão luz... sinto-me a afogar num imenso mar de sofrimento onde nada contra a corrente e onde as mãos me puxam para o fundo... todas as noites, ao deitar-me na cama penso o mesmo, viro-me e... penso em ti... ora amo-te... ora odeio-te... amo o que foste... o que representas ... o que sinto... o que vivi... odeio o que és... o teu desprezo... a tua desconfiança... o sofrimento que me causaste... caminho sobre um precipício... mesmo a beirinha... não consigo parar de exprimir o que sinto... sei que te amo... sei que ainda te amo... e sinto-me estupido... oh se me sinto estupido... estupido... otário... ignorante... ingénuo... idiota... por acreditar em algo que nunca me deixei acreditar... por confiar de uma forma desmedida sem pensar nas consequências... por amar alguém que nem sabe o que as palavras significam.... fecho os olhos e lembro-me de ti... da tua expressão... do teu sorriso... do teu olhar... ai o olhar... do teu cheiro... do teu calor... viro-me para o outro lado e esqueço-me do teu rosto... esqueço-me do teu cheiro, esqueço-me do toque da tua pele... do sabor da tua boca... e enlouqueço porque não quero esquecer-te... não quero perder-te... não mais do que já perdi... as recordações são minhas... só minhas... são elas que me fazem viver... são elas... que alimentam a minha esperança... não me quero esqueçer... viro novamente... e desejo... peço... rogo... pra nunca mais te ver... para nunca mais te sentir por perto... desejo nunca mais ter de conviver contigo... nem tocar-te, nem ver-te, nem sentir-te no mesmo espaço onde eu esteja... não quero... não... a raiva possuí o meu ser... aniquíla as minhas entranhas ... a minha alma fica negra de raiva... de dor... de ódio... de rancor... PORQUE!!!! porque eu!!! que raio te fiz para mereçer isto??? PORQUE!!!!! e recordo o cobarde que foste... que nem sequer na minha cara olhas-te para me dizer que não me amavas... que nunca me amaste que me mentiste desde o ínicio que não passei de "mais uma coisa" que não querias deixar de ter como se de um brinquedo me tratasse... que raiva de tenho... por me tratares como... como... o teu ex... te tratou... de que valia dizeres que nunca farias nada igual... se fizeste muito pior... atiraste-me as culpas... "puto... infantil... imaturo... inseguro... irracional..." quem eu? ... afinal eras tu que nem sabias o que querias... querias ter tudo sem dar nada... viro-me novamente... e sinto a tua falta... sinto falta dos passeios... do café... das expressões que utilizavas... do teu olhar... do teu sorriso... de tudo o que em ti me cativou... sinto falta de dormir contigo, de mãos dadas... e acordar de manhã e ver o teu olhar acompanhado de um "bom dia amor"... viro-me outra vez... já sem força... apenas sinto as lágrimas escorrerem-me na face... não consigo para-las... não consigo... quem me dera poder fazer "reset" a minha memória... não quero mais lembrar quem me magoa... não quero mais lembrar por quem sofri... quero apenas amar... ser feliz...
deambulo no quarto com o olhar... e deixo o cansaço apoderar-se de mim... daqui a umas horas é de dia novamente... e passará mais um dia... sem ti....
deambulo no quarto com o olhar... e deixo o cansaço apoderar-se de mim... daqui a umas horas é de dia novamente... e passará mais um dia... sem ti....
