quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

11 semanas depois...

Após 11 semanas do mais duro sofrimento... do... tentar suicidar um sentimento tão bonito, que me fez viver os melhores dias da minha vida... já dei por mim a pensar se ainda existe esperança em... algum dia voltar a vê-lo... voltar para ele... seria mentira se afirmasse "já não o amo", porque foi sem dúvida alguma a única pessoa a fase deste planeta que eu amei com tal ingenuidade, com tanta intensidade, que duvido um dia voltar a amar assim alguém... hoje, não sei nada de ti... não sei o que fazes, não sei por onde andas... é como que... tivesses "morrido", porque em teu lugar apareceu um ser frio... demasiado cruel... que nem de longe nem de perto é o homem que amo... resta-me aceitar a vida... seguir em frente e aprender... aprender que consegui amar um homem... aprender que consegui sentir em mim sentimentos que desconhecia e que esses sentimentos... me fizeram voar... para um mundo de fantasia, onde só tu e eu interessávamos... Meu erro? Ter acreditado em alguém que desde o início não sabia o que queria, ter acreditado nas tuas palavras quando eram proferidas, principalmente... ter acreditado no brilho do teu olhar... que apenas me mostrava um "gostar muito" e não o "amor proclamado"...
Neste momento, aceito que te amei... aceito que te amo... guardo as nossas fotos, a pulseira mas sobretudo as recordações que em foto nenhuma caberiam... em mim guardo um pedaço de ti... do homem amo e sempre amei e do qual tenho saudades...
Já não sei se tenho esperança, já não sei se seria capaz de... só entendo o que sinto... e aceito-o... porque esse sentimento faz de mim homem... faz de mim ser humano... aquilo que eu sempre duvidei conseguir... consegui-o ao teu lado, junto de ti... Mas como me pedis-te ... tenho de seguir em frente... e sigo... deixando para trás um pedaço do meu coração... na eterna lembrança de um homem de belo sorriso e com um brilho nos olhos estranhamente peculiar...
De ti sim... tenho saudades... eternas saudades...

Os dias seguintes...

Os dias seguintes foram de tremendo sofrimento... a quem ia dizer o bom dia? a quem ia desejar boa noite? A minha vida perderá sentido... e pior... sentia-me vazio... sem conteúdo... ao meio da semana mandei-lhe um e-mail, a perguntar "onde estava aquele que dizia que quando acabasse comigo iria estar sempre presente na minha vida como amigo?" ... não era mais, do que uma desculpa para voltar a falar, para tentar resolver as coisas, consciencializei-me das minhas lacunas e dos meus erros e decidi procurar ajuda medica... psiquiatra ... psicóloga... foi-me diagnosticada uma depressão... calmantes... anti-depressivos... em uma semana perdi 6 kg... e não tinha cuidado nenhum com a minha alimentação...
Mas após o mail, lá me desbloqueias-te... lá voltei eu a falar... sim... era repetitivo e do teu lado a resposta era sempre a mesma "não há nada a falar... acabou... aceita...""nós tentamos não dá... só volta a cair no mesmo quem é burro"... não entendia... onde estava aquele amor todo? Deixaste de me amar no espaço de uma semana? Impossível... só com o passar dos dias é que fui entendendo... ao perguntar-te "já não me amas?" no qual obtive uma resposta rápida e curta "não, já não te amo" ... para mim era impossível deixar de amar tão facilmente... mas mostrei os meus planos, a minha ajuda médica... tudo... nada amoleceu aquele homem... simplesmente tinha de "encarar a verdade e seguir a minha vida"... Aos poucos e poucos as coisas foram-se tornando mais claras... até que perguntei directamente "se algum dia me tinhas amado" e ai sim... compreendi a razão de tudo "amar, amar... não amei... mas gostei muito"... como soaram essas palavras em mim... os danos que elas causaram... como tinha acreditado, quando logo ao 2º fim de semana me disseste "amo-te pá... amo-te mesmo" ... e na verdade... o amor que juravas sentir ... não passava de um gostar... que homem é este que é cruel e frio para quem sempre disse que amava... era simplesmente o homem que nunca me amou... e por quem me iludi... por quem amei ... por quem vivi... homem o qual... não sabia o significado correcto da palavra "amar"...

Sábado, 17 de Novembro...

No dia seguinte, ainda não tinha desistido da minha ideia de ir ter contigo... ao ligar o computador, estavas lá, falei contigo... foste curto e duro... "não... não quero falar contigo... não te quero ver a frente... acabou... acabou... aceita"... e a partir desse dia... bloqueaste-me... fiquei novamente desesperado... chorei... não tinha a noção do local, de estar ou não sozinho... mas caí novamente no desespero aterrador... no vazio... sim... eu acabei... sim... eu perdi o único homem que amei... e nada podia fazer ... não tinha forma de te falar... não podia pedir mais... já tinha pedido por tudo e por todos... o nosso "amor" dissipou-se em ti com enorme rapidez... não entendia como...a minha mãe viu-me... e ouviu o meu desespero... e num processo de "tentativas" descobriu o que se passava...
passei o dia a calmantes e chás... mas nada parava as lágrimas que me escorriam na face...

Sexta-feira, 16 de Novembro...

Quase de directa... acabei o trabalho... não pensei... não senti... apenas ... trabalhei... as 10 horas... entreguei-o... estava prontíssimo... grande asneira que fiz...
A partir desse momento... não tinha ocupação... não tinha nada para fazer... foi como abrir os olhos para o pesadelo... descontrolei-me... desesperei... completamente sozinho chorei... gritei... berrei... completamente fora de mim... sentado no chão num canto do quarto... só conseguia chorar... não conseguía comer... beber... dormir... não fiz nada... estava mergulhado no vazio... sentia-me leve... algo me faltava... explicações? Deixei de ter... se alguém me perguntasse o que se passava não tinha motivos aparentes para estar assim... mas era a parte que menos me interessava... eu só te queria ver, só queria que aparecesses, tentar remediar as coisas... após várias sms sem resposta apareceste na net... pedi desculpa, pedi perdão... implorei... pedi-te para nós encontrar-nos frente a frente, pelo menos para falar...chorei... pedi-te por tudo o que era mais sagrado para me ouvires...
Do teu lado... nada... completamente diferente, aquele homem que tinha os olhos a brilhar de me ver ... desaparecerá... eras frio e cruel e ameaçaste-me de me bloquear se não te deixasse em paz... exigiste mesmo para não te mandar sms, pois não querias sentir-te obrigado a mudar de números de telemóvel...
Não entendia a tua atitude... se me amavas tanto assim... como eras capaz de nem sequer me ouvires... de nem sequer me ver... de dizeres "um dia poderemos voltar a conversar, mas isso só daqui a muitos e muitos meses"... como é que me deixaste de amar de um dia para o outro? da noite para o dia? como é que depois de me teres pedido para te falar contigo... pedido que eu acedi... como eras capaz de me negar um frente-a-frente, de me negar uma conversa... um diálogo...
O dia todo fiquei a pensar ... em ir ter contigo... a tua raiva era enorme... não sei porque... por ter sido eu a acabar o namoro? Porque acabei algo que te custou tanto a aceitar?... tinha medo mas mandei-te sms a combinar uma hora para te ligar... se aceitasses.. ia no sábado ter contigo para conversar...
A noite fui tomar café com os meus amigos... todos notaram que algo se passava... a hora combinada... liguei-te... uma... duas... três... rejeitaste... e desligaste o telemóvel... não aguentei... comecei a chorar... a minha família estava preocupada com o meu estado, fui a correr para o café... paguei sai a correr para casa e deitei-me... chorei... chorei... chorei... contra a almofada... para ninguém me ouvir...

Quinta-feira, dia 15 de Novembro...

No dia seguinte... fui trabalhar... apareceste no msn... "então rapaz?" perguntas-te tu... e eu respondi e comecei a conversa... como é? As mesmas palavras... "é a minha decisão e tu só tens de aceitar"... pus-te a escolher... ou eu... ou os teus amigos... a mesma resposta... "não tenho que escolher nada rapaz, há tempo para tudo... é a minha decisão e tu só tens de aceita-la"... que fazer? Se suportasse uma vez... não seria coerente... com situações passadas, mas principalmente comigo mesmo... não podia estar aberto a todas as tuas mudanças repentinas de decisão, não podia estar disposto aos teus caprichos... não te interessava como me sentia... se sofria ou não... estavas com a tua decisão tomada e irredutível... não tinha como aceitar... "pois se assim é... olha... eu já te tinha dito que não suportava mais nenhuma vez este tipo de situação... epá... vai a tua vida eu vou a minha... acabou"... o que fui eu dizer... só perguntas-te "estas a acabar comigo? é isso que queres? então tudo bem... fica bem" e desligas-te...
A noite apareces-te na net ... tentei falar contigo... o homem que amava... simplesmente tinha desaparecido... em seu lugar estava um homem frio... cruel... nada mudou... apenas me dizias que tinha decidido e não havia volta a dar... tinha a casa com visitas... não suportei... cai no desespero... e chorei como se... tivesse perdido algo... como se... algo me faltasse... só tive tempo de pedir a um amigo meu... "por favor... vem cá ter... esta aqui a minha mãe... tira-me daqui por favor..."
O meu amigo veio cá ter... meti-me no carro... não houve dialogo... apenas chorei... chorei... chorei... chorei... não entendia... o que tinha feito? onde tinha errado? eu esperei... eu aguentei tudo... eu mudei e esperei que mudasses... o que fiz de mal? ... não sei... não sei... sempre pensei que repensasses a tua posição... e viesses falar comigo... como já tinha acontecido... eu fui o 1º a te dizer para pensares no assunto... eu não pedi para me iludires e disseres que me preferias a mim...
Pedi ao meu amigo para me trazer de volta a casa, precisava de trabalhar... a desculpa para o meu estado? "é o trabalho... não me esta a correr bem"...
Tinha de trabalhar... o tempo estava a passar e tinha de terminar o trabalho...

Quarta-feira 14 de Novembro....

No dia seguinte... estavas diferente... mas reagi da mesma maneira, sms pra cá, sms pra lá... chegou a noite... e falamos na net, estava a fazer um trabalho, com curto prazo para entregar, quando me dizes que afinal as reuniões não iam ser adiadas... e consequentemente não podias vir cá... eu olhei para a cam e sorri, respondendo "não faz mal mor... é trabalho, também é só mais uma semana... depois no outro fim de semana já estamos juntos..." e tu simplesmente respondes... "pois, mas se calhar vai ser mais tempo! Porque eu vou lá a cima ter com os meus amigos"... sinceramente? Apanhaste-me completamente despercebido... 2 semanas antes... não ias para estar comigo... e de um momento para o outro... já vais? Perguntei-te porque dessa mudança de decisão ao qual so me respondes-te "não é mudança de decisão, já sabias que eu tinha isso... eu decidi ir e tu só tens de aceitar..." não acreditava no que estava a ler... de um dia pro outro... tudo mudou... mas o que fiz eu? disse algo? fiz algo? não entendia nada... estava stressadíssimo... o trabalho para fazer, a tua posição contraditória ao que me tinhas dito durante este tempo todo... que faço... que vou fazer eu? Já tínhamos acabado, porque durante as tuas férias querias passar 5 semanas sem me ver, agora queres passar 3... ou mais... eu disse-te que não ia suportar essa situação... não novamente... pedi-te uma solução... não tinhas... só repetias... que era a tua decisão e eu tinha de aceitar... aquelas palavras ressoavam na minha cabeça... não... não é possível tal mudança... não.. entendo... não te dei paleio... despedi-me de forma fria... com abraços e até amanhã... meti a cabeça no trabalho e tentei esquecer o resto do mundo... ao deitar-me desabafei...

O princípio do fim...

Nos dias seguintes ao fim de semana, soubeste que o próximo fim de semana tinhas reuniões mas que iam ser adiadas e recordo a tua sms com clareza "a reunião parece que vai ser adiada... como fazemos? Vens cá ou vou ai? Não consigo passar 15 dias sem te ver" então a ideia era voltares cá a casa, sem problema nenhum... a desculpa ainda nem estava criada... mas disse-te logo para vires... Acabaste por me confessar que tinhas ficado chateado com a "escassez de relações sexuais" no fim de semana, como disseste "tenho namorado e tive de fazer à mão"... disse-te que deverias ter-me dito directamente, afinal se eras namorados era para os bons e maus momentos... ficou tudo resolvido.
Mas sentia-te algo apreensivo e via-o pela webcam, perguntei-te o que se passava... e a muito custo contaste-me a conversa que tinhas tido com um amigo, onde te aconselhou a "ouvir mais a opinião dos outros"... não liguei muito aquilo... pensei que fosse por motivos profissionais, embora tenha perguntado se era pela nossa relação... Negas-te e continuamos a teclar... despedimos-nos e fomos dormir... como fazíamos nos outros dias todos... "boa noite meu amor... bons sonhos e até amanhã"...

O fim de semana...

Sai eu a pressa do trabalho... até pedi para sair mais cedo... para chegar ao pé de ti com a maior brevidade possível.
Meti-me no comboio... e só parei quando cheguei... Estavas a minha espera e lembro-me... do teu olhar... tinhas os olhos brilhantes... quase a transbordar... e o teu sorriso... iluminava a tua face... eu igual... quase chorava só de te ver... como estavamos felizes... novamente juntos... o nosso olhar dizia tudo.
Na tua casa, deixei o saco e a 1ª coisa a fazer foi dar-te um longo beijo e um forte abraço... sentir o teu calor... o teu corpo junto do meu... que sonho...
Cortei-te o cabelo como tinhas pedido... até foi divertido... ficas-te todo jeitoso... já eras... para mim... eras tudo o que procurava...
Novamente voltaste a afirmar que querias estar comigo daqui a 15 dias... que preferias estar comigo que ir ter com os teus amigos... Novamente fiquei radiante...
Estivemos a passear, tirar fotos, beber café, lanchar no sítio onde diariamente lanchavas...
Nesse fim de semana tivemos um "pequeno problema"... o qual te afectou um pouco... escassez de relações sexuais... e eu percebi que algo se passava perguntei-te diversas vezes... "não se passa nada"...
Fomos ao boys... mas foi diferente... estavas mais preocupado em "olhar pros outros" que propriamente estar comigo, dançar comigo... era diferente da primeira vez que me levaste.
Mas tudo bem... em mim... nada mudou... amava-te na mesma, confiava em ti, os outros eram só isso "outros" pois eu era o teu namorado.
Em casa adormecemos novamente agarradinhos um ao outro.
No dia seguinte lá nos despedimos, novamente, e lá fui eu no comboio a caminho de casa... tinha uma sensação de perda estranha, que tu até gozas-te, afinal... dizia-te sempre que me custava deixar-te mas desta vez era diferente...

A semana...

A semana seguinte... foi simplesmente fantástica, as tuas sms deliciavam a minha alma... mesmo longe, era como se estivesses comigo... ligavas-me, aquela ideia de "como mandamos muitas sms não precisamos de gastar dinheiro em telefonemas..." tinha sido esquecido... Nesta altura bradavas aos céus que me amavas... já falavas em vivermos juntos... ter um cão, dormirmos agarradinhos... um ao lado do outro... tudo tão emotivo.
Tínhamos combinado ir ter contigo novamente no fim de semana, como tu dizias "não consigo passar 1 semanas sem te ver... por mim estavas aqui já hoje"... e como eu sentia o mesmo, não tinha problema nenhum... esta ansioso para que chegasse sexta-feira para ir pra estação meter-me no comboio... e ir em teu encontro.
Falamos de 10 em 10 minutos... se não era no msn, era por mensagem, mas tínhamos um contacto quase permanente para "matar" a distância... Sabia que tinhas um convite para o próximo fim de semana, para passar com os teus amigos lá na tua terra... e eu fui o 1º a dizer-te para se quisesses ir não haveria nenhum problema da minha parte... mas recordo perfeitamente a tua prontidão a responder... "não... se tu poderes ir ter comigo, prefiro estar contigo que ir lá para cima"...
Isso encheu-me de orgulho... estavas a preferir-me a mim... da tua própria boca ouvir que preferias estar comigo melhor ainda...

Na tua terra...

Sim é verdade éramos namorados... mas o meu conceito de compromisso contigo continuava imutável, o que tinha de dizer... dizia... sinceridade acima de tudo... e realmente chateavam-me o facto do teu sócio e amigo... sempre que fazia um plano para o futuro... não fala em "ele" mas sim em "nós" e desculpem lá... mas ouvir um gajo, dizer ao meu namorado "quando eu fizer isto, nós vamos ali..." "quando eu fizer aquilo... nós fazemos isto"... é algo irritante... "ele é muito ingénuo" dizias tu... mas a verdade é que em 4 dias... tive que o "aturar" em todos eles... e não era propriamente essa a minha ideia de fim-de-semana... e pronto lá discutimos, tanto na tua casa, como na casa dele... sim... tive comportamentos menos correctos, não me sentia "a vontade" com ele, porque tu também não tinhas a vontade para lhe falar de certas coisas... e isso deixava-me algo inseguro... se a amizade era tão grande... porque não poder saber da verdade? Não somos todos adultos? ... Mas ok, lá tinha eu de fazer "fachada" pro rapaz... mas havia momentos em que não consegui... e preferia isolar-me que estar calado sem falar sem nada ao vosso lado... afastei-me um pouco... A conversa que tu tinhas com ele parecia de algum pseudo-interesse... tudo o que ele tinha, desejavas para ti... o carro dele, bla bla bla... e só por te comentar tal coisa alteraste-te ... alteramos-nos, de tal forma que te questionei realmente se querias continuar com o namoro... todas as relações tem altos e baixos é certo, mas o tema "o teu sócio" criava discórdia entra nós... mas entre zangas e não zangas ... fomos acertando.
No Domingo, de volta a tua casa, voltamos a dar umas voltas, conhecer mais um pouco daquilo que eras e foste... subimos a um rochedo com a imagem da serra e da cidade como pano de fundo... ali ao sol... apenas abraçados ... foi tão bom...
A volta deixaste-me no Porto para apanhar o comboio... que ainda por cima perdi... na espera, ias-me mandando mensagens "ainda agora te deixei e já tenho saudades tuas, doí tanto estar longe de ti... custa até a respirar... dá-me um aperto no peito..."... e eu lia-as deliciado, realmente sentia o mesmo... para estar bem tinha de estar ao teu lado contigo... ai sim era completo... ai sim era realmente feliz.

O pedido...

Embora tivesse coisas combinadas a muito, sabia o quanto era importante pra ti a minha presença, e mais pela própria situação em si, nunca tinhas mostrado tal "interesse" em que conhecesse a tua família, como tal acedi ao teu pedido, deixando novamente os meus amigos de parte. Iriamos passar 4 dias juntos, de quarta a domingo... e assim foi.
A hora do almoço estavas aqui, os teus olhos brilhavam, quando me apanhas-te no quarto beijaste-me a seguir a um "olá amor..."
E lá seguimos nós... na tua casa apresentaste-me os teus pais e irmã, todos super simpáticos e super atenciosos, mostraste-me o quarto, o teu quarto, as tuas fotos, a tua cama e mostraste-me um álbum de fotos "é para conheceres mais um pouquinho da minha vida" dizias... depois do jantar fomos tomar café com os teus amigos, eles tinham coisas agendadas, supostamente nós, iamos ver os "anjos" na recepção ao caloiro e ia conhecer os teus amigos e amigas. No café, conversa atras conversa, a mãozita dada por baixo da mesa... disseste-me pra irmos embora... e fomos... perguntei-te onde era o concerto, convicto que iamos para lá, mas não seguimos nessa direcção...seguiste por uma estrada mais calma e paras-te o carro, eram sensivelmente 23.50... sais-te e foste a mala do carro... trazias um saco na volta, disseste que era uma prenda pra mim... abri... eram duas pulseiras de couro em formato de trança, olhas-te para mim e pediste-me para escolher uma... eu escolhi... "sabes o que isto significa? ... Queres namorar comigo?" Fiquei sem palavras... enquanto apertavas a pulseira... eu olhava para ti estupefacto... não sabia se rir ou chorar... após apertares... deite um beijo... e respondi... "simmmmmmm"... Eu coloquei-te a tua pulseira e voltei a beijar-te ... tinha sido apanhado de surpresa... nunca me passou pela cabeça teres semelhante ideia... mas adorei... fomos pra outro local onde fiz amor com o meu namorado... soava-me tão bem... o meu namorado... tudo o que tinha suportado, sofrido, chorado, tudo naquele momento fazia sentido... naquele momento eras meu... e eu era teu... só teu... como te amo...
Fomos a uma barraca de cachorros e comemos um cada um... mostraste-me a cidade e fomos pra casa... deitamos-nos na tua cama, e dormimos de mãos dadas a olhar um para o outro... dormimos como namorados...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

As tuas férias ... (parte 2)

Foste-me buscar a Campanhã, para como me amolecer, levaste-me novamente a praia do castelo do queijo... sabias que tinha adorado lá estar no nosso primeiro encontro, por isso, paraste lá o carro, virado para o mar e viraste-te para mim e começas-te a falar... e eu também falei... disse-te tudo... o que tinha atravessado... tudo o que me tinhas chamado, e como me tinhas feito sentir apenas por pedir ao meu "quase" namorado, de tirar um dia para mim.
A tua conclusão... era aceitar... se me tinhas perdido era por culpa própria, tentarias recuperar as coisas mas não me ias pressionar... mas não irias desaparecer da minha vida... Já em tua casa preparavas as camas, eu ficaria na tua cama e tu num colchão a parte, apenas fiz o que mais queria... não conseguía perdoar o que me tinhas dito... apenas queria abraçar-te e fiz-lo... disse-te que podias dormir na cama também, não haveria problema algum.
Já na cama, com o silêncio apenas quebrado pelo barulho da televisão, pedes-me para te dar a mão... e... com algum custo... lá te dei a mão... viraste-te pra mim, eu para ti... e apenas olhamos um para o outro... pediste desculpa pelo que me tinhas feito passar, estavas mal eu via isso mas eu também não estava melhor, e entre a conversa tive um ataque de pânico em que não conseguía parar de tremer... tu abraçaste-me ... eu acalmei-me... no meio de lágrimas e soluços... quando desligaste a televisão... tentei beijar-te... não consegui a primeira... mas la encostei os lábios aos teus no meio de lágrimas... beijamos-nos... pedi-te desculpa por não conseguir esquecer tempo... e tu repetis-te que não tinha de pedir desculpa de nada... quem se tinha de desculpar eras tu... e pediste-me para esperar... "peço-te que esperes... se me amas e eu sei que me amas... vais conseguir esperar e é o que te peço..." Não sabia para que o esperar... mas adormecemos abraçados...
Convidaste-me para ir a tua casa, conhecer os teus pais, a tua terra, os teus amigos, o teu mundo, eu disse-te que tinha coisas combinadas com os meus amigos de curso já a bastante tempo, que possivelmente não ia dar, e disseste que já tinhas isso em mente a muito mas que não tinhas dito nada antes.
No dia seguinte... ainda algo... magoados e sentidos, almoçamos, fomos ao café, fizemos coisas normalíssimas... a noite... eu pedi-lhe para me levar ao "boys" no Porto... e ele aceitou...
Estava algo relutante quanto a ida... era a minha 1ª vez, mas ia com ele, amava-o, confiava nele, que mal me poderia acontecer ao lado do "meu homem"?
Entramos... dançamos toda a noite em frente ao outro... beijamos-nos... sem qualquer complexo e sem importar quem lá estava... só o via a ele e ele a mim...
Pedi-te várias vezes em namoro... porque achei que deveria perguntar-te... e tu só me respondias "espera... essa pergunta não a tens de fazer tu, mas sim eu"... Tudo bem.
No dia seguinte fiquei na estação dos comboios cedo, ele tinha o aniversário do sócio, e não podia faltar... a caminho manda-me uma sms "adorei este fim de semana, foi o melhor de todos os que passamos juntos. Ainda agora foste e já doí a tua falta...Amo-te muito. És o homem da minha vida."

As tuas férias (parte 1)

Já era do meu conhecimento que ias ter ferias as últimas semanas de Outubro, também já me tinhas dito que tinhas coisas planeadas, a Recepção ao Caloiro na tua terra, altura de estar com os amigos, viagens e reuniões com o teu sócio... mas tudo isso foi combinado antes de mim, antes de aparecer na tua vida... mas não disse nada, estava na expectativa "ele deve perder um dia e vem até cá ter comigo"mas... não.... estava errado... estiveste perto de mim, e disses-me isso com a maior naturalidade... "oh mor... não deu para passar por ai..." então e a saudade??? Quem ama tem de estar disposto a aguentar tudo? Sem sequer podre pestanejar? não me agradou e mostrei-te isso, sempre fiel ao meu principio da "verdade acima de tudo" disse-te que achei bastante mau nem teres passado por cá para me disser "olá"... só dizias que não tinhas coragem de pedir ao dono do carro pra fazer um desvio... e por mais estúpido que pareça... toda a gente sabia que eu "existia" na tua vida... a diferença é que a mim dizias que éramos pseudo namorados... aos outros dizias que era um amigo colorido... por isso ninguém entendia as minhas queixas e as minhas cobranças.
Mas não vieste... nem passaste por cá... na segunda ias para Lisboa com o teu sócio, a teu pedido, pois ele só precisava de lá estar mais pro final da semana. Ainda passas por Fátima e disses que "acendeste uma vela por mim para me iluminar as ideias"... até que... decidi cobrar a presença e qual não é o meu espanto... para ti, era uma situação normal, tinhas as tuas férias combinadas e nãos ias trocar uma única linha do combinado por mim, eu já sabia a muito dos teus planos e não me opus... por isso tinha de aceitar... Mas... eu precisava de pedir algo? Como tu mesmo referiste "quem ama sente saudades" mas tu não as tinhas... o que me estavas a "oferecer" era passar 5 semanas sem te ver... a mim, aquele que tu tratavas como quase namorado... e ainda me proíbes de te ligar para falar desses assuntos, porque te estava a estragar as férias... foi o ponto final... não aguentei... não dava para aguentar... estava completamente transtornado física e psicologicamente, apenas por entender que amando alguém, é natural pedir a sua presença e ter saudades, e não achava que pedir "um dia" para mim que era algum crime... não fui assim entendido... e acabei...
Novamente, chorei isolado do mundo, contra o travesseiro para ninguém ouvir... No dia seguinte... pedi-te para no caminho passares por cá, para falar cara a cara... fosse para o que fosse... vinhas com o teu sócio, e achaste absurdo pedir-te para o deixares 10 minutos no café para conversar comigo... não o fizeste ... estiveste ao meu lado... e não conseguis-te sequer ... pensar em resolver as coisas... felizmente estava sozinho no trabalho e pude chorar e desabafar a vontade... aquela frieza... a crueldade de nem sequer me ouvires... só viste que estava a sofrer... e mandas-te uma sms... "rapaz... não te gosto de ver assim..." não, gostas mas nem tiveste coragem para falar comigo de nós... após umas horas mandas sms... tentas ligar... completamente descontrolado... sentis-te na pele que me tinhas perdido e isso doeu-te tanto como a tua despreocupação... a noite ligas-me, passamos 45 m ao telemóvel... a tentar convençer-me de ir ter contigo, melhor a implorar para eu ir ter contigo para falar cara a cara das coisas... bizarro não? Eu a umas horas atrás tinha pedido o mesmo... e nem sequer se importaram comigo... pensei muito... antes de decidir... já não havia nada... nem havia nada para falar... não me sentia no direito ou obrigação de lá ir, embora também o tivesse alertado que não colocaria os pés novamente na minha casa. Então acedi... e lá fui eu novamente para dar alguma dignidade a situação e por acima de "ama-lo" respeito-o como pessoa...

Os nossos aniversários...

Incrivelmente estranho encontrar 2 pessoas que façam anos no mesmo mês, nós... era um dia depois do outro... o meu desejo... ou a minha prenda... era ter-te aqui... sabia que estavas a passar por alguns apertos financeiros... mas mesmo assim pedi... tu na altura disseste logo que não podias... dias mais tarde... fizeste-me pensar que sim... que poderias cá vir... mas não passava de uma falsa expectativa... tinhas de optar... ou vinhas cá ou ias passar o teu aniversário com os teus amigos... e nesse campo... fui preterido ... compreendi mas não deixei de ficar com alguma magoa. Porque aquelas mensagens de "se for quero beijar-te, abraçar-te, amar-te..." fizeram-me sonhar... pena ter de regressar a terra.

O fim do teu namoro

Um dia após o almoço, apanhei-te na net... mas estranhamente não respondias, já te tinha tentado ligar e nada... não atendias... fiquei preocupado.
Mais tarde falas no msn... estavas a falar com a tua namorada ou melhor ex-namorada, tinhas acabado o namoro, sentias-te mal, a pior pessoa do mundo... um monstro como afirmaste ... eu tentei dar-te apoio... mas no meio da tua raiva proferiste umas palavras que não foram muito agradáveis de ouvir... "a partir de agora não me prendo a ninguém... vou viver a minha vida sem compromissos sem me preocupar com os outros só comigo... O.S.'s... só quero O.S.'s" ... ao ouvir isto não reagi muito bem e tu também não, acusando-me de falta de compreensão porque tinha feito aquilo por mim (coisa que sempre disseste que quando acontecesse era por ti e não por alguém... "a mudança é minha e porque eu quero").
Sei que não foi por mim a mudança, mas também sei que se não tivesse aparecido... nada teria mudado...

A tua ida ao Boys ... (parte 2)

Após a tua longa noite no Porto, no Domingo tinhas de voltar para casa... decidis-te sair mais cedo para estar comigo. Eu por sua vez tinha o aniversário do meu tio, mas não me importei, nem sequer tinham cantado os parabéns eu vim-me embora... quando cheguei a estação... vi-te la sentado no degrau a minha espera... a mandar vir por estar atrasado, mas a dizer-me que ias mais tarde para estar comigo.
Trouxe-te para casa... não tinha cá ninguém... não havia problema... uma das coisas que eu sempre achei romântico era fazer amor a tomar banho, e nem fez falta falar do assunto... estávamos em sintonia... estivemos um bom tempo no banho... poder esfregar-te o corpo com o gel de banho... beijar a tua boca, lavar o teu cabelo... que alegria... saímos do banho e fomos jantar ao centro comercial ... levei-te a estação e vi-te partir... que dor no peito... mas tinha de ser.

A tua ida ao Boys... (parte1)

No fim de semana seguinte tinhas combinado com os teus amigos gays, uma ida a discoteca "boys" no Porto... fiquei algo apreensivo porque nem sequer me tinhas convidado a acompanhar-te, mas também não queria sufocar-te, e como tu dizias "há tempo pra tudo, hoje estou contigo... amanhã estou com eles", não queria pressionar. Passamos o dia juntos, não me interessava muito passear contigo por ai fora... queria matar saudades de ti, nos poucos momentos que tinhamos sozinhos então no passeio paramos o carro... e passamos a tarde a fazer amor... e que tarde... voltamos a falar do teu namoro e nesse momento é que fiquei a ter a certeza do que tinhas escolhido, não havia "data estipulada" mas o teu olhar disse tudo... iria ser o único na tua vida e isso encheu-me de felicidade...
Mais tarde, fomos jantar a praia... e após o jantar demos umas volta... junto a um barco ancorado na areia... beijaste-me ao som das ondas... mas tinhamos de nós despedir, os teus amigos esperavam-te... então fui-te levar... conheci um dos teus amigos enquanto tomavamos café... mas era inevitável... tinha de te deixar... despedi-me de ti com um longo beijo e respondi ao teu "amo-te"... a vinda parei para por gasolina no carro... quando te mando uma sms a dizer que cheguei, respondes-me...
"ainda agora te deixei e já tenho saudades tuas... amo-te e quero viver este amor contigo"
Fui tomar café com amigos, cheguei tarde... não faz mal... cheguei feliz... no meio de uma conversa perguntaram-me se naquele momento me sentia feliz e completo, tanto a nível profissional como pessoal... lembrei-me da nossa tarde, lembrei-me de ti... sem pestanejar respondi "sim... sinto-me completo... sou um homem completo".

A 1ª vinda a minha casa

Quem diz que o "amor é cego" tem toda a razão... e muitas vezes leva-nos a fazer coisas que nunca nos passariam pela cabeça nas posses do nosso juízo perfeito... Mas o que sentia por ti... deixava-me completamente doido e não podia passar muito tempo sem estar contigo... então convidei-te para vires cá a minha casa... inventei a história toda, tínhamos sido colegas de curso no 1º ano, depois tinhas mudado de curso para aquilo que tu querias... no sábado íamos fazer um pequeno jantar de curso cá na terra e tínhamos-te convidado... era só uma noite... não interessava... eu corria o risco... arriscava... preparei a minha família... mas foi insistente... "ele dorme comigo, mãe... ele já me disse que se chateia se der trabalho... até me disse que trazia o saco cama pra dormir no chão se fosse preciso"... Antes de vires... ainda discutis-te... tínhamos combinado uma hora... e tu irias chegar por volta das 22 horas... eu já estava stressadissimo ... então com o atraso pior fiquei... mas mesmo depois de discutir e de descombinar tudo... pedi-te pra vir... nem que fosse meia dúzia de horas ao teu lado... era preferível que não te ter aqui... e vieste... Adorei, e recordo com nostalgia a tua presença na minha cama... sai de casa uma hora mais cedo pra te esperar na estação, supostamente... tínhamos janta, não podia sair de casa as 22horas para não dar nas vistas...
Chegaste, fomos jantar, conversamos e passeamos, viemos para casa e mostrei-te a minha casa, o meu quarto, o meu mundo, abri-te as portas dele e nem pestanejei... amava-te... foste o "escolhido"... e não tinha qualquer problema em mostrar-te quem era e como vivia... pois... fazias parte da minha vida.

O dia a dia...

Com o passar do tempo fui conhecendo-te cada vez melhor, os teus planos, sonhos e desejos, o teu trabalho e projectos que gostarias de realizar e ai entrava a parte da empresa... ias ingressar numa empresa, o que te iria preencher profissionalmente, mas que sinceramente a mim não me agradava, se já tínhamos pouco tempo para nós então assim, menos tempo terias... mas não me interessava pensar no amanhã... era uma das coisas que me "acusavas" de estar sempre a pensar no amanhã e não viver o hoje... e realmente esses pensamentos futuros criavam em mim uma certa instabilidade emocional, uma vezes controlada outras não... mas sempre fui sincero, e preferia "discutir" contigo um assunto, que ser hipócrita e engolir as coisas e ficar calado... sempre achei que quem ama, ouve e entende, ou pelo menos tenta entender a parte do parceiro. Sobre trabalho e família eu nunca me meti, porque eram coisas que para mim próprio eram "intocáveis" mas em relação a amigos, deixei-os de parte muitas vezes para ir ter contigo.
No meio de reuniões ao sábado... impossibilitando assim a minha ida a tua casa, tínhamos de arranjar uma solução... não podia nem conseguía passar tanto tempo sem te ver... e essa solução foi encontrada...

O 3º Fim de semana...

Mais um fim de semana combinado... 15 dias depois... mal podia esperar por estar entre os teus braços, olhar nos teus olhos, sentir o teu calor e o doce sabor dos teus beijos... e lá fui eu novamente ao teu encontro... Estar novamente ao lado do homem que eu gosto... ao lado do homem que amo... só a ideia fazia o meu coração bater mais forte... e ter mais vontade de estar ao teu lado...
Ao longo das nossas conversas via msn e por sms ia conhecendo-te melhor, ia apaixonando-me mais e mais por ti... eras essencial para mim, como a água que bebo, como o ar que respiro... eras aquele que eu mais queria ter ao meu lado todos os dias... já não tomava as coisas como um amigo colorido mas sim como um pseudo-namorado... que me amava e que eu também amava com todas as forças do meu ser... já não fazíamos sexo... fazíamos amor... e tão bom que era.
Nesse fim de semana passeamos nem sei bem por onde... o único que me interessava era estar ao teu lado, junto a ti as paisagens todas eram lindas desde que tu estivesses comigo, o mundo tinha outra cor...
Sim... eu... eu amava-te ... sentia algo que nunca senti por ninguém, por ti enfrentava meio mundo, movia montanhas... por ti fazia tudo para poder ver estampado no teu sorriso e olhar o doce prenuncio da felicidade... contigo era um homem feliz e completo...
Quando se abordava o tema do namoro, pedias-me o tempo, já sabias a decisão a tomar mas precisavas de tempo... afirmavas que eu te preenchia e isso fazia-me sentir mais confiante.
Os teus próprios amigos se opunham as tuas ideias iniciais de casar e ter filhos e continuares numa vida de traição continua que só te traria frustração e tristeza... (aquilo que eu próprio já te tinha dito)
Revelamos pontos da nossa vida que só se contam a alguém em quem confiamos muito... e eu confiava em ti e nas tuas palavras... porque simplesmente... te amava.

15 dias sem te ver...

Nesse fim de semana não nos podíamos encontrar... já tínhamos coisas combinadas com amigos e tu com familiares por isso, tínhamos de aguentar-nos... mas sempre tínhamos as sms para matar as saudades... os meus amigos até comentavam que não largava o telemóvel... e era verdade... mas tu disses-te que me sentias distante, porque não te mandava muitas mensagens... e que era através das sms que conseguías sentir-me mais perto de ti.
Tentei aceder ao teu pedido e enviar mais... porque o que eu mais queria... era estar ao teu lado.

A 1ª separação...

Recordo-me com saudades as inúmeras sms que nós enviávamos por dia, por coisas sem sentido, mas ainda por mais de graça, não me importava de te mandar várias... de bom dia... de bom almoço... de boa tarde... de boa noite... de bons sonhos... Numa delas disseste algo que se opunha aquilo que me tinhas dito no fim de semana...

"aquilo que tens é aquilo que te posso dar, e não terás mais nada de mim que aquilo que já tens"...

Esta sms caiu-me muito mal... era um contra senso... como é que alguém diz que ama, e é capaz de querer manter as coisas como estão? Sim, já sabias que o facto de namorares me incomodava, de ser o "teu amante", não me agradava... já te tinha explicado isso no fim de semana, mas doeu ouvir tal, para isso... não continuava, não valia a pena avançar mais... disse-te isso, a olhar pra ti pela cam, chorei novamente... porque acabava de perder alguém com o qual fui feliz nas ultimas semanas... mas era inevitável, não aceitas-te a minha decisão dos melhores modos, tinhas tudo o que querias, namorada e um amigo/amante, logo não querias perder, mas aceitas-te ver-me "partir" jurando que não me querias longe da tua vida, mas que a tua decisão estava tomada a muito e não ias mudar uma linha do que tinhas planeado...
Desliguei... deitei-me e chorei... porque gostava de ti... e tinha de abrir mão da primeira pessoa que realmente gostava...achava de uma enorme cobardia dizeres várias vezes que me amas e conseguíres ver-me partir sem nada fazer... dava uma sensação de vazio estranha...
Mas mandei-te uma sms a dizer que não entendi... que eras um cabrão... e um cobarde... no meio de algumas sms, algo mudou... e decidis-te pedir-me tempo... e eu... acedi... sem sequer pestanejar... sabia que podíamos estar a falar de dias... meses... ou anos... mas só o facto de pareceres interessado em "tentar" já me preenchia o peito e me fazia sonhar... e assim foi...

2º Fim de Semana

O segundo fim de semana foi distinto, fui directamente ter a terra onde trabalhavas, estavas a porta a minha espera...
As confusões na semana tinham-nos mudado imenso... se "ontem" tinha-te mostrado desagrado pelo papel que ocupava "hoje", ao ver-te não me interessava saber disso, e apenas queria ficar a observar-te. Pedi-te um beijo... negaste-te... pedi novamente... mais um não... não forcei então, se era assim que querias era assim que iria ser... fomos até ao centro da cidade, tomamos um fino, mas estavas tão diferente... estavas frio, algo cruel, de forma a tentar afastar-me, sinceramente estavas a conseguir, na minha cabeça só ressoava a ideia de no dia seguinte pegar no saco e voltar pra casa... não gostava deste homem frio e cruel, mas sim do outro... sentei-me na tua cama, iamos ver um filme, ratatuy por sinal, mas antes decidis-te falar... perguntar-me como era que as coisas iam ser, o facto de seres capaz de me dizer "que não mudarias a tua vida por homem nenhum" era algo doloroso de ouvir, mas eu se estava ali, estava porque queria e sabia com o que ia contar e o que ia ter. Disse-te que não gostava "dessa" postura... e sim da outra, vimos o filme... até que me pediste um beijo, ao qual eu acedi sem demora, continuei a ver o filme e encostei a cabeça ao teu peito, ouvia o teu coração bater, parece que ainda hoje o ouço bater com clareza... deixamos o filme e olhamos um para o outro, não havia palavras, apenas o olhar, o teu olhar que brilhava... beijei-te...
No dia seguinte andamos novamente a vaguear, desta vez fomos até a praia... hehehehe, eu e o meu amigo querido na praia, passeamos a zona norte, barcelos, etc, sempre a olhar um para o outro e de mãos dadas como se de namorados se tratassem...
A noite, levaste-me para a serra, o tejadilho do carro aberto, deixava a luz da lua entrar e iluminar-te os olhos... sim... gostava de ti... tal como tu me disseste que gostavas de mim e sentias a minha falta, foi a 1ª vez que chorei por ti, porque senti que algo ia mudar, chorei porque... parecia que aquele momento não o voltaria a vive-lo...
Em casa fizeste questão de dormir de mãos dadas comigo... e se havia coisa boa, era acordar e olhar para ti, e ver logo o teu olhar lindo e o teu sorriso... depois de umas loucuras... dizeste-o pela primeira vez... "eu gosto de ti pá... gosto mesmo... mt mesmo... eu amo-te pá ... a sério que amo"...
Disseste a palavra que tantas vezes eu fugi de ouvir... a palavra que me assustava... e me fazia fugir das pessoas... e no entanto... o que fiz... olhei para os teus olhos, tinham uma luz especial não precisavas de dizer mais nada, porque o teu olhar disse-me a verdade... decidi selar aquele momento com um longo e doce beijo.

A 1ª zanga...

Realmente ficamos bem ligados, gostamos do fim de semana, disseste que adoras-te passa-lo comigo... éramos mais que amantes... éramos amigos... e divertíamos-nos juntos, que é o que mais prazer me dava, afinal tinha conseguído arranjar um amigo com o qual tinha algo mais intimo, mas que era amigo, com quem passeava, com quem partilhava ideias e fazia planos.
No entanto numa ou noutra conversa de msn zangamo-nos, e tudo por ciúmes mútuos... eu gostava de ti... tu gostavas de mim... mas a tua vida, mas... o teu namoro... fazia de mim "o outro" situação que não me agradava, e tu acusaste-me de te fazer ciumes por vingança, por tu namorares eu eu não... doeram... essas palavras, não pela força delas em si, mas pela injustiça nelas demonstradas... no dia seguinte fui eu a descambar... e mostrei-te que não gostava do "papel que tinha na tua vida" e voltamos a chatear-nos...
Ainda por cima, nos tornaríamos a ver em breve pois ia passar novamente o fim de semana contigo... e iria ser muito diferente do outro...

O 1º Fim de Semana...

Após o encontro, achei que ias desaparecer, por isso já nem contava com o fim de semana planeado, mas não, tu querias mesmo que eu fosse, e eu fui...
Apanhaste-me em Campanhã no Porto, mas não fomos directos a casa... levaste-me a passear... a ribeira do Porto, a ponto D. Luis, Matosinhos junto a praia onde assisti ao mais belo por-do-sol de toda a minha vida...
Junto ao castelo do queijo, decidimos dar uma volta a pé ai tu disseste algo que me entristeceu, já não bastava seres bissexual com namorada, como ainda tinhas a "excelente" ideia de casar e ter filhos, mas... irias continuar a mandar as tuas quecas com homens e mulheres porque os outros também o faziam...
Mas tudo bem, eu não tinha planos contigo, por isso não me importava minimamente aquilo que fizesses no futuro, embora te dei a entender que esse pensamento era de alguém "cabrão" (coisa que eu disse que eras logo da 1ª vez que te vi).
Fomos ao Arrábida jantar, casa, tomei um banho e ficamos a conversar... dormimos juntos agarradinhos... puxamos o colchão para o chão e la dormimos... No dia seguinte, fomos até ao Gerês, nunca pensei um "monte" poder ser tão bonito... mas não era o monte em si que era bonito... eras tu que o fazias mais bonito ainda... o brilho dos teus olhos... davam-lhe uma vida diferente... Nessa altura só dizíamos que gostávamos muito um do outro... e realmente gostava de ti... foi um fim de semana, fantástico... diverti-me imenso ao teu lado... eras mais que uma simples queca... eras diferente dos outros, e eu via nos teus olhos que também era... havia muita "química entre nós!"

Dia 31 de Julho...

Fim de semana planeado, combinado... história inventada aos meus pais... Ah e tal... vou a um jantar de curso, com alguns dos meus colegas no Porto... (bela desculpa)... estava em pulgas, afinal de tanto falar, tinha criado uma simpatia por ti e mesmo um certo carinho... do teu lado também... mas não conseguimos aguentar pelo fim de semana... e deste cá um saltinho...
Estava nervoso, afinal uma coisa é falar e ver através da internet, outra era estar cara a cara... mas não hesitei e aceitei... hora e meia depois recebo o teu toque... Lembro-me como se fosse hoje aquilo que pensei quando te vi a minha frente... "oh pá... mas porque é que eu não fiquei em casa??? Que gajo tão feio... bem... tou a ver mais um pra lista e amanhã... desaparece"... Sim, é verdade... senti até alguma repulsa de entrar naquele carro, mas ok!
Onde vamos? Vamos até a praia... indicação pra cá, indicação pra lá, chegamos ao nosso destino.
Fomos então tomar café... "em qual queres tomar? isto é assim, o da esquerda é tipo considerado mais pobre... este é o mais chique aqui da zona"... "então vamos ao chique" respondes-te.
Tomamos o nosso café, dialogamos, rimos e nos divertimos... e por incrivel que pareça, aquele meu mal estar inicial, tinha desaparecido, olhei-te como eras, olhei-te como homem e não pelo aspecto físico e/ou visual mas sim como uma pessoa de carne e osso, como eu.
A noite estava quente então decidimos dar uma volta, calçada acima... calçada a baixo, lá tive de fazer a pergunta... "então que achas-te de mim? Dizias que pela cam não podias fazer esses juízos, agora já tas frente a frente podes dizer"
Apenas sorriste com aquele teu sorriso matreiro e olhas-te fixamente pra mim, e respondes-te "és diferente, bem diferente"
Depois de muita conversa, estava na hora de ires, mais hora e meia pra cima, até chegares a casa... pelo caminho fiz um único pedido... "dás-me um beijo" ao qual te negas-te mas apressaste-te a mudar de opinião...
A partir dai senti que realmente não era o aspecto físico que me interessava mas sim o que te existia dentro de ti... lembro-me do sabor dos teus beijos, o toque das tuas mãos, o brilho do teu olhar...
Deixaste-me quase a porta de casa... "gostei muito de te conhecer!... depois falamos pela net ok? ah... quando chegares manda-me um toque ou uma sms" e vim para casa.
Não ouvi a tua mensagem chegar, só me lembro de acordar para ir trabalhar e ler "adorei a noite, adorei o passeio, adorei a tua companhia e o café no "chique". obrigado por me deixares entrar na tua vida"

O primeiro contacto...

Quem aqui não utiliza ou utilizou o hi5 para conhecer pessoas que levante o braço? Pois... acho que actualmente é raro encontrar quem não tenha um perfil do hi5, e eu não sou excepção.
Pois bem, andava eu a "passear" pelos amigos dos amigos, quando vejo a foto de um perfil, ah e tal... ah e tal... foto atraente, pormenor interessante do qual eu mais gosto num homem, os cabelos do peito... fui ver, vi as fotos, vi o perfil, pedi amizade e adicionei o mail que estava disponível no meu msn.
E puff... fui aceite...
Mesmo assim, eu bem que tentava meter conversa, mas nada... geralmente ninguém respondia do outro lado... "bah... mais um mail pro monte" pensei eu...
Um dia ... estávamos ambos online e decidi ter como atitude, um pedido de desculpa, pois geralmente, peço o contacto, ou mando mensagem no hi5 para perguntar se posso adicionar, mas daquela vez, não o fiz, adicionei sem pedir, assim sendo pedi desculpa e questionei o rapazito se queria mesmo que o eliminasse, surpresa para mim... obtive resposta...
A partir dai foi a "tabaqueira" total, eram horas e horas a conversar, não havia fotos, só webcam, mas falávamos dos mais diversos temas... passa um dia... passa outro... fins de semana e tudo, sempre a conversar... troca de números de telemóvel, para manter o contacto quando não estivéssemos online.
Contaste-me tudo da tua vida, e desde logo que pensei que não se passaria nada entre nós, se acontecesse, serias mais um na minha "lista"... e mais pelas próprias circunstâncias da tua vida, não se poderia pensar em mais nada que não fosse uma amizade, quiçá regada com algum sexo.
E daí ao teu convite para passar um fim de semana contigo foi... um santinho... e eu...
aceitei...

O início de quem sou...

Não me considero mais ou menos que ninguém, nem muito menos melhor ou pior, sou um tipo igual aos outros, com defeitos e virtudes, que gosta de fazer as coisas mais banais que os jovens de hoje fazem.
Desde novo que tenho uma indiscutível atracção pelo sexo masculino... mas não dava muito importância ao assunto... era novo podia mudar... não sei... como se este tipo de orientação mudasse de um dia para o outro, tratando-a como uma "peça de roupa" que mais cedo ou mais tarde tinha de ser "mudada" para lavar.
O pitoresco da história... é que os anos foram passando e essa tal "peça" não foi mudada, apenas foi ficando mais visível na minha cabeça um futuro que eu próprio não queria aceitar.
Disto a minha primeira experiência sexual fui um salto muito curto... o envolvimento com outros homens dava-me prazer, enquanto que com raparigas sempre me senti muito inibido e tímido.
Ok... pronto ... aceitei... era bissexual, nada por ai além... tinha sexo com homens mas sonhava em casar e ter filhos, ok... tudo bem, quantos homens não pensam nisso? Eu não sou excepção.
Com esse pensamento, ia criando amizades "coloridas" com rapazes, bons companheiros, bons amigos... bom sexo... mas quando sentia que as coisas estavam a fugir para um lado mais emotivo, era o primeiro a abandonar o barco... Quem eu? Namorar com um homem??? Nunca na vida... Fiel aos meus princípios... e as minhas ideias pré-concebidas... ia tendo um... dois.. três... mais casos... mas sem nunca me ligar afectivamente a ninguém... não me sentia "capaz" de amar um homem...
Sentia-me uma pessoa fria incapaz de amar... o sexo com mulheres era bom, com homens também mas... e ter uma relação? Era uma palavra sem significado no meu dicionário...
4 anos depois... descobri a verdade de mim próprio e vi o que realmente sou e como quero viver a minha vida.