domingo, 26 de abril de 2009

O dia seguinte...

No dia seguinte acordei completamente de rastos... pela situação em si... pelo que tínhamos pasmado... pelo sofrimento... pela dor ... pela minha luta... pela minha humilhação... tentei ver as coisas de uma forma similar ao "pelo menos tentei tudo para que desse certo"... mas este pensamento... apenas ajudava a não custar tanto a situação em si... durante o dia apenas recordava os teus "não's" vincados cada vez que propunha tentarmos... chegando mesmo a achar que estaria, mais uma vez, a adiar o inevitável... mas fez-se luz na minha cabeça... acho que o problema prendias se muito ao facto de "vivermos juntos"... e que eu nunca tinha pensado no assunto com "olhos de ver"... recordo que muita gente me perguntava se não tínhamos ido depressa demais... viver juntos... com tão pouco tempo... sempre afirmei que tínhamos ido rápido... mas que não se prendia ao viver juntos... pois como tinha sido um pedido teu... vincado "inúmeras" vezes, sempre achei que o pedido tivesse uma base sustentada de vontade e de reflexão... sobre o que realmente é "viver a 2"... e nesse momento... ligando ao cansaço... ao teu afastamento... ao teu "quero estar sozinho... desaparecer" vi que não tinha havido reflexão sobre o tema... era uma vontade é um facto... mas que não tinhas pensado na essência das coisas... no sacrifício necessário para que resultasse, na noção do "nosso" espaço... estavas habituado a viver sozinho... e o pedido por muita vontade que tivesses... sempre achaste que eu não era capaz de ter coragem para largar tudo e vir para cá... ao veres que te tinhas enganado... tentaste de todas as formas abordar a questão como se fosse algo "passageiro"... mas NUNCA tiveste a coragem de me dizer "estas-me a sufocar"... "é melhor vivermos separados"... "preciso do meu espaço"... não, nunca o disseste... apenas recorreste aos teus insistentes "amigos" de msn... para desabafar o "como te era difícil ter-me cá"... e com isso percebo que a tua vontade... era apenas da "boca para fora..." porque na realidade, o assunto assustava-te... amedrontava-te como uma criança que tem medo do escuro... e pela tua forma (fechada) de ser... nunca foste capaz de me encarar... preferindo recorrer e expor a tua, a minha, a nossa vida, a pessoas que mal conhecias (e conheces)... Com esta história aprendi... que quanto mais damos a pessoa que amamos... menos valor lhe atribuem... quiçá... como se fossem coisas "banais" que se dão no natal... aprendi também que não devo atirar-me de cabeça... que tenho de mudar uma grande lacuna minha... que é sentir... amar... e fazer tudo o que me pedem... porque ao fazê-lo... exponho-me e coloco-me a jeito para me magoar... aprendi que amar não é sinónimo de lutar... por muito que a envolvente nos deite abaixo... amar é mais depressa, sinónimo de desistir que de lutar...preferindo deixar de acreditar apenas porque algo nos corre mal... (um pouco a imagem dos casamentos actuais onde ao primeiro problema, decide-se logo pelo mais fácil... o divorcio)... em suma... tudo o que eu acreditava e que dava força a palavra "amar"... perdeu-se... amar é um sentimento forte... sentido por duas pessoas... que geralmente nos faz sofrer, porque é o sentimento que nos une... ou nos afasta na mesma medida... basta uma pedra no caminho para mudarmos de direcção... nem pensando sequer na hipótese de contorna-la...
Depois desta "percepção" da realidade... questionei-te... e vi que esse foi realmente o nosso problema... sim... sou capaz de ter "ultrapassado" o limite nalguns momentos... quiçá, retirando-te o teu espaço... mas como te expliquei não foi por mal... foi apenas por acreditar que haveria uma "abertura" de espírito e de mentalidade suficiente para aceitar isso... e não que as "mentes" parassem no tempo... não evoluíssem... e qualquer coisa menos reflectida... causa-se em ti... o mal estar que causou... aos poucos fui perguntando... e fui sabendo a verdade... só te questionei... o porque de nunca me teres abordado sobre isso! Porque nunca tinhas dito "pah... algo esta mal... sinto-me a sufocar quiçá viver juntos não é boa ideia"... eu sei que estou aqui por favor... posso não ter um ordenado fantástico... mas eu me viro... sempre lutei por aquilo que queria... não vai ser agora que vou desistir... mas pelo menos tinhas falado... e teríamos evitado tantas problemas e sofrimento como o que já passamos e estamos a passar... as vezes falar pode-te custar... mas como percebeste... é Essencial numa relação...
Uma coisa que te disse e tenho cada vez mais na minha cabeça é que TU não me mereces... e disso ambos temos a noção que é verdade... o teu "esforço" é o mínimo... a tua luta... é a mínima... apenas reflexo do teu "comodismo" em "esperar para ver o que dá..." Vou sair... vou procurar um sitio para ficar... e namoraremos ao fim de semana... ai quero ver o que vais fazer por nós... ou se vais continuar apenas a pensar no "eu quero fazer isto..." pois infelizmente... é a tua maneira (egoísta) de pensar...

O engano...

Depois daquilo que disseste de manha... do que foi afirmado e feito... não nego que fiquei com esperança que as coisas iriam ser resolvidas da melhor maneira... enganei-me redondamente... O "descanso" deixou-te novamente... frio e distante... não querias falar... se não era eu a "puxar" por ti... tu nunca dirias nada... e não dirias porque na tua cabeça a posição era... exactamente a mesma... com muito espanto meu... aquilo afirmado de manhã tinha desaparecido... não simbolizava nada... era o fim... e a decisão tinha sido tomada, só tínhamos que avançar... foi ai que me apercebi realmente na essência das coisas... o "eu amo-te" não tem como sinónimo o "lutar por ti... ou lutar por nós"... tem como significado o "eu não consigo lutar é melhor assim"... voltei a pressionar-te... pelo menos terias de dizer "desisto de ti...não quero lutar mais... acabamos de vez"... mas não foi preciso lutar muito... foi apenas preciso um empurrão para que essas palavras saíssem da tua boca... e desmoronassem o meu mundo como um baralho de cartas... já não havia um "nós"... havia um "eu" e "tu"... não havia um futuro... haviam 2... o teu e o meu... separados... onde os planos... tinham sido esquecidos... onde as "promessas" não tinham qualquer significado... perguntei o porque daquilo de manhã... nem tu sabias explicar tal abordagem... entre delírios de dor e sofrimento, fiz algo que não deveria ter feito... não pelo sentido de tentar o possível e o impossível... apenas porque sinto que mendiguei o teu amor... que me humilhei até arrastar no chão apenas porque sempre acreditei que onde há amor... sempre é possível ultrapassar os problemas com esforço e sacrifícios das partes envolvidas... mas nesta questão... quem vai voltar a mudar... sou eu... ofereci tentar noutra perspectiva... eu saio da tua casa... vivemos separados e passamos (novamente) a namorar aos "fins de semana"... não é que a solução faça pleno sentido em mim... pois põem em causa TUDO o que deixei e fiz por ti pra vir "viver contigo" a teu pedido, e repito... A TEU PEDIDO... mas se é necessário esta abordagem para que as coisas resultem... eu volto a mudar... eu volto a sacrificar-me e a fazer por isso... estupidamente não foi preciso pedir 1 vez... nem 2... foram precisas várias para conseguir o teu "sim" pois, novamente estavas "irredutível" ... o estranho da questão... é após o teu sim... voltaste a sorrir... voltaste a ganhar um brilho no olhar... como se voltasse atrás no tempo e voltasse ao dia 9 de Novembro... entre choros e lágrimas... resolvemos a situação... eu saio... vivemos sozinhos... ganhas o teu espaço... volto a mudar... deixo de acreditar em todos os valores que para mim eram essenciais quando realmente se ama com intensidade e quando se quer mesmo estar com alguém... mas não me importei de ir ao fundo... para conseguir que pelo menos... tentasses... algo que ... estranhamente contradizia na minha mente.. o "eu amo-te muito" vincado por ti...
Apenas tenho a dizer ... que se eu não te amo... é porque realmente nunca tiveste ninguém na tua vida que te amasse pois... ambos sabemos tudo o que fiz por ti e tudo o que fiz para que resultasse.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

de manhã...

Eram ainda 00h quando me deitei na tua cama... ainda estive um tempo onde as recordações invadiam o meu cerebro e as lágrimas corriam pelo meu rosto lentamente enquanto agarrava a tua t-shirt de dormir... adormeci assim... não me recordo de nada que tenha sonhado... de nada que se tenha passado durante o meu sono... de manhã chegas-te... não te ouvi... estava no meio da cama, e a minha reacção foi encostar-me a um dos lados para te deixar descansar e não te incomodar... estranhamente recusas-te e pediste-me para me chegar a ti... ias-te chegando mais e mais... viraste-me para o teu lado... e beijaste-me... enquanto me beijavas as lágrimas escorriam pelo teu rosto... e só abanavas com a cabeça que não... perguntei o que se passava... enquanto me abraçavas forte... só abanavas a cabeça que não... que não... perguntei novamente... so disseste meio a chorar... "desculpa... desculpa... eu amo-te... desculpa... quero ficar contigo... não quero acabar... que me amavas e se estava disposto a lutar e a esperar que não querias ficar sem mim" ... isto tudo entre beijos e abraços como quem tem medo do escuro e não quer ficar sozinho... na minha cabeça ainda ressoavam as tuas palavras "então vamos acabar... é melhor assim"... ainda sentia na pele o vazio ... a desilução... a tristeza de quem tinha perdido algo... que me tinha deixado com um enorme "buraco" no peito... eu simplesmente respondia "não sei"... perguntei o que se tinha passado... porque tinhas mudado de ideias... apenas respondes-te que "tinhas tido uma noite inteira para pensar..."... continuamos beijando-nos... a excitação tomou conta de nos... pedi-te para fazeres amor comigo pela ultima vez... ao que te negas-te "não... não... não a última vez... a primeira de muitas"... no final apenas te pedi para pensares... tu disseste que sim... que irias pensar... depois falariamos... Neste momento não sei o que pense... estou disposto a lutar... desde que sinta que não sou o único a faze-lo... estou disposto a ajudar-te... desde que me deixes ajudar... mas também sei o que tenho sofrido... e sei que não quero sofrer mais... quero que digas o que queres... quero que deites "mão a obra" e que juntos trabalhemos para ter ... um futuro (se for esse o caso e for possivel)... não sei o que vou fazer... apenas vou esperar para ouvir o que tens a dizer...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

a dor... o sofrimento... o vazio...

Pois é... aquilo que eu mais temia... aconteceu... o teu afastamento angustiava-me... a tua frieza magoava... então decidi perguntar o que se passava.. se achavas se assim as coisas iam resultar... a tua resposta foi "não... não esta a resultar"... conversamos um pouco... assumiste que neste momento não me davas atenção... que neste momento apenas querias ficar sozinho... para recuperar as tuas energias e as tuas forças... afastei-me fui ao banho... mas quando voltei apenas questionei qual era a tua vontade neste momento... mostraste alguma "confusão" ... "por um lado quero acabar porque te estou a fazer sofrer ... por outro não quero porque te amo e gosto de ti"... perguntei se tinhas força para lutar... "não... neste momento as poucas forças que tenho é para tentar "sobreviver""... na mesa... na mesma mesa onde tantas vezes jantamos a sorrir... onde brincamos... nessa mesma mesa voltei a perguntar... eu tinha a noção que a resposta iria ser negativa... mas lá no fundo sempre pensei que irias lutar por aquilo que afirmas sentir e que isso te iria fazer não terminar... enganei-me... a resposta... foi mesmo... "vamos acabar"... nesse momento o meu corpo ficou pesado... a minha cabeça deixou de funcionar... fui possuído pelo medo... pelo vazio... as lágrimas galoparam pelo meu rosto... estava um misto de incrédulo com admirado... como é que podias dizer-me "eu amo-te mas não te quero fazer sofrer mais... não quero que andes pelos cantos da casa a mendigar atenção minha... o problema não és tu... sou eu... quem sabe daqui a uns meses não poderá ser diferente..." apercebi-me que não havia em ti forças para lutar ... apercebi-me que tinhas desistido... que a felicidade que ambos sentimos... não contava neste momento... perguntei-te se era mesmo isso que querias fazer... resposta irredutivel... "sim... é o melhor"... ai sim... tive a certeza... encolhi... fiquei pequenino nesta cidade enorme... passou pela minha cabeça tudo o que fiz... os fins de semana... a mudança para ca tudo... e senti que neste momento... estava sozinho... simplesmente sozinho... que deixava de ser um peso na tua vida e que passava a ser... um ponto no meio da multidão... estou... sozinho... estou... de rastos... estou perdido... a dor cega-me... não há nada que eu pense... não ha nada a dizer... apenas doi... doi muito... aquele frio no peito... aquele buraco que nos tira quase o ar voltou... dentro em breve... nos iremos separar de vez... e ai sim... será o culminar da dor... do sofrimento... estas lágrimas que compulsivamente me acompanham ... correram o meu rosto nos proximos tempos... porque eu amei... porque eu fui muito feliz... porque encontrei uma pessoa que significava tudo para mim... pela qual fiz tudo... dei tudo o que era e o que tinha... apenas com um objectivo... fazer-te sorrir e fazer-te feliz... serás sempre o meu "peluxinho"... e terás sempre um lugar no meu peito... como te disse... "luta... por aquilo que queres e por aquilo que realmente te faz feliz... hoje, amanha e sempre... mas não pares de lutar"...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Rotina ou não rotina...

Ontem voltamos a conversar... e eu acabei por te dar razão em alguns aspectos... é um facto que sou uma pessoa romantica, quiçá Q.B... que gosto ou gostaria de chegar a casa e ter 15 m de mimos e conversas contigo... 15 minutos de pura atenção... disses que sou o "eterno crente" que uma relação é sempre cor-de-rosa... e que não existem problemas, o que não concordo plenamente pois a partida há sempre problemas numa relação entre duas pessoas que na sua essência são diferentes tanto no modo de vida como na forma de pensar... apenas limito-me a falar... para tentar corregir esses problemas... não encontro paralelismo no facto de não existir mais "aquela paixão inicial"... "que já não ha necessidade de estar com a pessoa a toda a hora" ... "que já não se sentem saudades com o passar das horas"... não consigo entender isso a 100%... embora aceite que somos diferentes e temos as nossas divergencias neste assunto... se a paixão inicial se apagou... foi por mera culpa nossa... a mim não me interessam os caisais que se veem só a noite... ou que passam dias sem se ver... se fosse para ter uma relação assim, não me tinha mudado para viver contigo... sim é um facto... estou demasiado ligado/preso a ti... es o meu único ponto de referencia nesta terra... é natural que o tempo livre que tenho, queira passa-lo ao teu lado... não vejo o "conhecer outras pessoas" como forma de me divertir ou de sair de casa... tendo em conta a vontade de me querer divertir e sair ... contigo... (se calhar é um pensamento demasiado limitado... mas é um facto que sinto isto que escrevo)... e como te expliquei ontem... sair aqui teria 80% de hipotese de ser com gays, quiça desses 80% haverá 50% que tem algum tipo de atracção por mim... e dado a situação actual, em que me sinto sozinho, perdido, carente... tenho algum medo de "cometer asneiras" e estragar algo que até hoje me enche de orgulho... Sim é um facto... 2 gays não precisam de irem tomar cafe e acabarem na cama... mas também não sejamos inocentes porque ambos já tomamos cafes... que não foram só cafes... por isso o receio...
A conversa de ontem apenas me fez sentir mais triste... mais sozinho... mais perdido nesta cidade... não te importa (ou interessa expressão que usas) saber o que faço, onde vou e com quem... para mim é algo fundamental porque te insiro na minha vida... e se fosse ao contrário (tu saires com A, B ou C) eu não iria gostar nada...
Sim sou ciumento eu sei... sim sou inseguro... eu sei... e a situação em que nos encontramos não me trás nenhuma segurança...
No domingo deitaste todos os meus "esforços" por terra ao afirmares "acho que não vale a pena continuar"... pois vi que tudo o que tinha feito até então (controlar a minha ansiedade... não te controlar... não te perguntar... não te exigir nada), não adiantou de nada... e sem duvida me deitou abaixo... como te disse, não vou implorar que continuemos... não vou implorar o teu amor... se essa for a tua decisão... terei de acata-la e seguir em frente, aconteça o que aconteçer... sei que a frase "deixei tudo por ti" e forte... pesada... mas não deixa de ser a constatação da realidade... deixei mesmo... apenas para te mostrar o que sinto e para que a nossa relação durasse...
Se realmente entramos em "rotina" como tu deste a entender ontem... cabe-nos a nós, encontrar uma solução para que voltemos a nos divertir juntos... a viver bem juntos... e não podes distanciar-me de ti... afastar-me e tratar-me de forma fria, apenas por cansaço e por stresses laborais... temos de lutar... mas temos de lutar os dois... não posso nem consigo... remar contra a maré...
Preciso de ti "peluxinho"...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sentimento de... despedida...

Não sei o que se passa hoje... só me apetece chorar... estou com um daqueles meus fellings que raramente falham... mas... tenho a sensação que estes são os últimos dias juntos... sei que me iras perguntar o que decidi... e sei que neste momento não poderia responder... Estou a tentar sobretudo, não perguntar... não questionar... muito para ver qual a minha capacidade de resposta a uma situação que de certa forma me causa desconforto... sim... pergunto o "básico"... como correu o dia... o que almoçaste... muito trabalho?... por ai... mas a insegurança ainda é minha companheira... e apetece-me perguntar "onde andas-te? onde almoças-te? quem te ligou?" embora tenha a noção que essa atitude é... extremamento controladora... sei o alivio que ela causa em mim e a paz de alma que me traz... Seja como for... sinto que tenho de aproveitar todos os minutos... porque não sei se terei oportunidade de te "acordar" de te "beijar e abraçar" de te "mimar"... sinto que estamos os dois sem forças para continuar a lutar... e consequentemente mentalizados que o futuro apenas existe em separado e não juntos... não deixo de sentir uma enorme tristeza... os planos feitos... os "sonhos idealizados" viagens e passeios... meses que eu pensava poderem ser de "sorrisos e alegrias" agora apenas o vislumbro como utopias que não deverão acontecer num futuro proximo... espero... estar engando... oh se espero...

Lembranças...

Numa altura em que fui pressionado a escolher entre "mudar a minha postura" ou "acabar com a relação"... não consigo deixar de pensar em todos os momentos... no bom... no mau... em todos os pequenos "pormenores" que ou me deixaram com um sorriso nos lábios... ou que me deixaram inquietado... e receoso... Acho injusto... dizeres que sempre te controlei, por querer saber o que fazias, quando sempre achei e senti que era uma coisa que ambos faziamos por vontade própria... e recordo com saudade as vezes que acordavas e me ligavas a caminho do ginásio... que me mandavas sms durante o treino... que me dizias se ias as compras, ao shopping, ou mesmo em jantares com a familia e amigos... recordo como retribuia... dizendo-te o que fazia, a quais propostas me candidatava, onde ia e quando... o que tinha para fazer... e tudo isto, na minha "ingenuidade" de pensar que a unica forma de vençer a tua "insegurança e timides" era mostrar-te que fazias parte da minha vida em todos os momentos... não te dizia o que fazia por obrigação... mas sim por gosto... recordo o 1º fim de semana... as tuas "dores de cabeça" para ficares comigo, os teus sorrisos e os teus carinhos... as idas a costa almoçar... os passeios por Setúbal... os pequenos almoços... o jantar de massa a carbonada... onde nos rimos so por estar a comer massa... são esses pequenos momentos que me fazem companhia... que me fazem querer voltar a senti-los...
Tenho a plena noção que não estou confiante... sinto-me muito inseguro e com muito receio de voltar a cair... porque (e voltando a repetir-me) nunca dei tanto de mim a uma pessoa como te dei a ti... e tenho medo de voltar a "bater com a cara na porta"... preciso de recuperar é um facto... e sei que de certa forma comecei a controlar-te e consequentemente a sufocar-te... mas é a unica forma que encontrei de voltar a construir uma base sustentavel de confiança como tinha antigamente... sei que essa justificação não te chega... sei que queres uma solução e eu proprio assumo um cansaço em estar constantemente a discutir... só não sei se o que nutro por ti... é suficiente para conseguir forçar-me a mudar da noite pro dia... e não estou para aderir ao fingimento onde mostro estar bem... e por dentro estou em sofrimento...
Seja qual for a minha decisão... nunca esquecerei estes momentos e principalmente novembro e dezembro de 2008 onde eu posso afirmar com todas as letras.... "eu fui mesmo feliz ao teu lado".

terça-feira, 7 de abril de 2009

O Pedido...

Decidi postar após ler a tua resposta... é verdade, fiz um pedido... e o pedido foi simples... não te encontrares com ninguém gay durante o fim de semana... Antes de fazer o pedido já eu tinha pensado muito nele e no "peso" que ele suporta, porque mesmo eu, consigo colocar-me na tua posição e ver que é uma proibição demasiado forte e que principalmente, não sinto que tenha o direito de te exigir algo a esse ponto, no entanto fiz-lo porque desde sempre que te prometi ser sincero, dizer-te e mostrar-te o que penso e sinto, para que de alguma forma te sentisses mais próximo da minha vida. Entendo os teus argumentos tal como entendo os meus... os ataques de panico surgem é um facto, e não é por ires ao shopping... é por ires ao shopping onde te encontraste com o "outro" e a partir daquele momento começas-te a criar uma mentira com consequencia na nossa relação. Para muitos posso estar a ser possesivo... para outros a minha reacção tem justificação porque acreditam como eu que a mentira é um mau caminho para a felicidade...
Salientei que este pedido não é algo que se deverá repetir muitas vezes... apenas tem como objectivo principal eu conseguir recuperar os meus indices fisicos e psiquicos a um valor "normal"... sim... é um facto que tenho ataques de pânico... sim é verdade que não me consigo controlar porque não tenho um botão "off" que me permita parar de tremer, mas também é verdade que quem me deixou assim foste TU... com as tuas atitudes e com as tuas mentiras... não te intitulo como "mau da fita" (e também poupa-me ao papel de vitima), nem te vou crucificar pelo que fizeste apenas quero (e pensei que já tinhas interiorizado isso) que assumas os teus erros... porque não foi só a mentira... foi um conjunto de coisas ditas e feitas que nos levaram a esta situação... e sempre que tu te auto-justificares com "brincadeiras" "sem intenção" ou outra desculpa qulaquer, estas apenas a tirar a responsabilidade de cima de ti, sem medir sequer as consequencias das tuas acções e dos teus actos.
Penso que nestes 5 meses de relação nunca te pedi nada de especial... apenas o pedido primordial era a tua sinceridade... para comigo e para ti próprio... acho que não é preciso voltar a referir o sucedido porque ambos temos a noção que não o cumpriste...
Sinto que estas extremamente "ofendido" porque eu... exigo algo que nunca ninguem te exigiu, não o faço pra te ensinar "nada", não me vejo como modelo para ninguem, fiz o pedido e referi que a escolha final é sempre tua, mas seja ela qual for terás de assumi-la e arcar com as consequencias, sejam boas ou sejam mas, que ela te poderá trazer.
Até hoje pensei em nós... pensei em ti... não me importei se ficava sozinho... não me importei de mudar toda a minha vida... não me importei de te acompanhar e de te fazer as vontades todas, achei que era um metodo de sentires que gostava de ti e que por ti lutaria por tudo e enfrentaria qualquer obstáculo que apareçesse a nossa frente... apenas não contei que os obstáculos... fossem colocados por ti.
Nunca te exigiram nada... nunca te proibiram de nada... e não estas habituado a dar o braço a torçer... preferes amuar quando os problemas surgem do que enfrenta-los... pedes-me para confiar... eu peço-te provas para que essa confiança renasça... as coisas não são de um dia pro outro, como tu prórpio referes, mas a vida tem-te posto a prova por diversas vezes ... e tu não tens conseguido ter capacidade de resposta... não me venhas culpar a mim de te proibir ou exigir algo... culpa-te a ti por teres tido quem te "levou ao colo" e tu simplesmente trataste como um "amigo de net"...
Pelo menos da-me o valor que eu mereço, e reconhece-o... não te peço pra que faças 1/4 do que fiz por ti... apenas que deixes de ser orgulhoso e egoísta e começes a pensar em nós... no que é bom ou mau para nós e não apenas no que é bom para ti... seria sem dúvida... um bom começo.

sábado, 4 de abril de 2009

A última chance...

Desde os acontecimentos da semana passada, não escrevi mais, não por falta de vontade, mas sim porque ainda me encontrava (e encontro) a tentar digerir tudo o que se passou.
Decidi dar uma última oportunidade, prometeram mudar, prometeram isto e aquilo... mas ainda não cumpriram... apenas houve um corte diário na Internet e messenger...
Com o passar do tempo, tento confiar... tento acreditar... mas venho a saber de coisas (pequenas coisas) que mesmo que não me englobem temporalmente na vida dele, já foram por nós conversadas, pois eu pergunto... eu questiono... não com o intuito de controlar ou comandar a tua vida... apenas por curiosidade e tentar ao máximo que te abras e me deixes fazer parte do teu passado, presente e futuro...
Tenho tido alguns resguardos... é natural que tenha... a mais de uma semana que não me ouves dizer "amo-te", não porque não o sinta... não porque não o queira dizer... apenas por sentir que não me devo expor tanto... quero que seja sincero essa frase... e principalmente que tu lutes para ouvi-la... no entanto... começo a sentir que as tuas forças tão a dispersar-se... já não há o "entender" já não existe "a aceitação de um problema" e já voltou a não haver "nós" para resolve-los... passando a haver apenas o "tu"...
Sempre achei que o meu namoro a distância iria ser extremamente stressante... eu já sabia como eras... e como falavas... como referi atrás... já te tinha pedido pra parar... se não estivesse aqui... se calhar a "mentira" ia-se prolongar por mais tempo e ai a dor iria ser muito maior...
Neste momento tenho a cabeça cheia de "ses" ... e de dúvidas... não nego que a uma semana me senti completamente perdido... senti que tinha cometido o maior erro da minha vida em ter-me direccionado para Lisboa como "local para recomeçar a vida"... e naquele instante do "acabou"
senti-me completamente a deriva por uma Lisboa, para mim desconhecida... no meio de diálogos com a família mais próxima... aproveitei para me desculpar... assumia o meu erro... assumia todas as vezes que preferi-te em troca dos meus familiares... mas iria ter de viver com isso... achava que seria demasiada insensatez após terminar, largar tudo... não o podia fazer... tinha de ser adulto e comportar-me como tal... tenho responsabilidades e compromissos... não podia deixar tudo por ti...
Tenho várias perguntas que se repetem na minha cabeça... "serei capaz de ultrapassar?"... "serei capaz de desculpar e voltar a confiar?"... "será que o amo tanto assim para aguentar tudo isto?" entre outras que não me largam e me perturbam o sono e a alegria de viver...
Não sei o que ira acontecer amanhã... não sei o que vou ter de enfrentar.. tenho tentado viver o dia pelo dia.. um de cada vez... espremendo o que me das... e subtraindo o que não gosto... sempre com o objectivo de dar mais um passo em frente rumo a aquilo que senti ao início... a felicidade...
Infelizmente não tens dado muito... penso que as coisas estão a voltar ao normal, tu estas mais desligado... e eu continuo cheio de dividas... hoje sinto que se o meu namoro durar mais um mês... será um bónus... mas não me vejo ao teu lado por muito mais tempo, porque deixei de ver aquela vontade de lutar, aquela chama de não me perderes... extinguiu-se... vejamos é quanto tempo durará...
Fico perplexo quando me perguntam "o que é que estas a fazer com ele?... já te viste ao espelho?... "o amor é realmente cego"... porque como já te afirmei não te acho feio, acho-te mesmo bem giro e bem querido, e também porque acredito (ou acreditava) que as pessoas não se devem "medir" pela aparência... mas sim pelo que elas são no seu todo...
Se um dia este blog, foi um motivo de orgulho para ti, porque nele escrevi tudo o que me ia na alma e todo o bem que me fazias... actualmente deves "amaldiçoa-lo" por existir porque exponho-te, exponho-me em forma de desabafo...