segunda-feira, 28 de julho de 2008

1 ano... de recordações

Um ano depois... depois de te ter visto pela primeira vez... de te ter conhecido, de ter vivido um carrocel de sentimentos e emoções, onde senti na pele um pouco de tudo... felicidade... alegria... amor... ternura... sofrimento... dor... magoa... Um ano depois de te ter visto pela primeira vez... recordo-me como se fosse hoje... das palavras ditas... dos gestos... do teu "tique" de bater a ponta do pé no chão por estares nervoso, enquanto andávamos no pela praia... Não foi esquecimento meu não escreves após decorridos os 8 meses, não... apenas não transcrevi para aqui o meu sentimento, mas vivi-o...
Se neste momento me perguntassem se te amo... a resposta seria aquela que me deste a 8 meses... "não te amo... mas gosto de ti"... mas é um gostar de ti, pelo que representas-te, pelo que me fizeste viver... por me fazeres acreditar que eu... era capaz de algo que nem imaginava... que eu era capaz de AMAR.
O meu "gostar de ti" prendesse sobre tudo as minhas recordações, ao que senti a um ano atrás, aos sorrisos quando acordava e tinha uma sms tua com um simples "bom dia"; quando a hora do almoço te ligava apenas para ouvir a tua voz... a um ano... combinávamos o nosso primeiro fim de semana... a um ano... demos o nosso primeiro beijo... a um ano... senti pela primeira vez que eras meu...
Essas lembranças perseguem-me diariamente, mas também, não fujo delas... aceito-as como algo que aconteceu na minha vida... e que me fez ser aquilo que sou hoje...
Adorava poder ver-te de novo, quiçá tentar realmente uma amizade... embora trema só com a hipótese de te voltar a ver um dia... de te encontrar nalgum local, pois não sei como reagiria...
Esta época que se avizinha, vem carregada de lembranças, de emoções e sensações por ambos vividas... mas que pelo menos eu, guardo com carinho no meu peito...
Posso já não te amar... posso já não pensar em voltar o tempo atrás... mas terás hoje e sempre, um lugar só teu, guardado no meu peito ... dentro do meu coração...
A ti apenas agradeço o vivido... na esperança que ambos os possamos voltar a viver ... Espero que estejas bem... pois comigo vais sempre ... gravado no peito.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

(des)ILUSÕES

Todos nós passamos por distintos momentos na vida... uns de euforia extrema, uns de tristeza arrebatadora... outros de um "mais ou menos" singelo, quando nos perguntam "então como vais?!"...
Na nossa vida encontramos diversas pessoas, dos mais variadíssimos sítios e locais (sendo a própria net, um óptimo veiculo de dialogo e conhecimento.), umas passam na nossa vida como um relâmpago, sem que nos tenhamos sequer apercebido que por nos passaram, outras mantém uma certa distancia, pensando nas inúmeras dificuldades de tempo... distancia... classe social... entre outros problemas criados no seu próprio imaginário... outras entram e são bem vindas, pela sua companhia, pelo bem estar que causam, pelo companheirismo e amizade demonstrado através do simples "msn"... outras entram, marcam e fazem sofrer, sendo aquelas que merecem a nossa confiança, que partilham mais momentos connosco, que se deixam levar pelo momento e sentem que "quiçá" o amanha poderá ser diferente...
Já conheci todas as versões... mas geralmente as mais importantes deixam as maiores marcas em mim... será problema meu!? Serei normal em interessar-me demais por uma pessoa? Por tentar fazer de tudo para quebrar barreiras de distância, de deslocação, etc!?! Serei normal por pensar que "o mundo é cor-de-rosa" apenas por me oferecerem um sorriso e um olhar cativante!?...
Não sei se serei... apenas sei que doí ler, que o nosso esforço foi inglório, que tudo o que foi dito e feito, não pesa por apenas... estarmos separados por umas centenas de quilómetros... doí saber que somos preteridos embora afirmem o mesmo interesse, mas não estão dispostos a arriscar nem um milímetro que seja para conseguir o que afirmarmos querer... Nestes últimos tempos, a vida ensinou-me a abrir os olhos... a não desistir do que nos é colocado a frente... ela deu-me barro pra moldar... embora saiba que há condicionantes... não desisti... tentei moldar... tentei tirar dessa matéria algo bom... algo bonito... neste momento... desligaste a ficha da minha "roda de oleiro" já não consigo trabalha-la... vejo-a inacabada... vejo-a... sem forma ainda... mas não tive medo de por a mão as obras e ... tentar criar algo... possivelmente secará assim... mas tenho de pensar que pelo menos tentei... que não desisti pelos problemas que me poderiam vir a surgir... pelas barreiras que apareceram... e é isso o que tiro... o "barro" esta nas minhas mãos, trabalhei-o, tentei criar a peça... mas pelo menos TENTEI... e disso só tenho de me orgulhar, um dia, olharei pra peça e pensarei... "eu tentei criar-te contra tudo e contra todos"... e só isso deve-me encher de orgulho por não ter desistido... até tu desligares a ficha...