quinta-feira, 27 de novembro de 2008

como és ... com umas teclas...

Há sempre aquelas dúvidas que nós pairam na mente... há sempre aqueles receios legítimos de quem já sofreu uma vez, por palavras mal ditas... Contigo... eu não tenho medo... contigo eu não duvido dos teus sentimentos e acredito neles ...pois vejo-o no teu olhar... mas há coisas que gostamos de ouvir e que acompanhadas de um belo sorriso e de um doce olhar... sabem muito melhor...
Esse é o problema... o teu nó na garganta... o diferente que és com um telemóvel ou um PC a frente e o que és frente a frente... para mim causa-me alguma tristeza ... não conseguires dizeres o que me dizes nas sms... apenas encarando-me mas... aceito-te como és ... sei que um dia o conseguirás dizer... sei-o... e acredito em ti... sei que terás força para tal... para desfazer esse nó e conseguires dizer o que te vai na alma... o que te corre nas veias... sei disso... sinto que tu consegues... e espero poder estar ao teu lado quando esse dia chegar... para apenas te poder abraçar contra o peito e dizer-te baixinho... amo-te meu peluxinho.
Eu acredito em ti... e tu? Só não consegues o que tu não queres.

Fim de semana na minha terra...

Mais um fim de semana ao teu lado... e todos eles tem um sabor diferente... especial... Este foi cá na minha terra...
Como ainda é recente, nem insisti muito com a minha mãe em deixar-te cá ficar, apenas lancei a ideia a ver o que saia... mas fiz questão de salientar que eras meu namorado e o nutria por ti.
Chegaste ... e fomos dar um passeio, mostrar-te outros sítios, deixando-nos das confusões dos centros comerciais... aquele jardim ao teu lado nunca foi tão bonito como no final daquela manhã... conversamos sobre inúmeras coisas... natal.. família... entre outros... sentamos-nos naquele banco, e e demos as mãos mesmo ali... É incrível como o tempo não se sente ao teu lado... apenas limito-me a admirar-te.. a embriagar-me do teu sorriso e do teu olhar... que vontade de te agarrar e encostar-te ao meu peito num longo e doce abraço... almoçamos no chinês... um acto tão banal que por estares comigo soube tão ... bem... cafezinho e ter com o "amigo"...
Fomos pro hotel que tinhas reservado... finalmente um momento a sós... larguei o saco... abracei-te e beijei-te... como se de água se tratasse para saciar a minha sede...
Este fim de semana mostrou-me apenas o quanto iguais somos... as formas de pensar... de agir... de sentir... somos como... metades juntas que criam um todo... tudo ao teu lado é bom... tudo ao teu lado me deixa alegre... me deixa com um sorriso de orelha a orelha.. mas por muito que o repita... sinto que ao teu lado sou mais eu... sou mais completo... sou mais forte...
A noite era o momento em que ias conhecer a minha mãe... não tinha intuito de provar nada a ninguém, apenas... acalmar o coração dela que se fartará de ver o filho sofrer... queria que ela visse o que eu vi em ti... a doçura do teu olhar... a beleza do teu sorriso... a tua personalidade... a tua meiguice ... a tua paixão e amor por mim... queria que fosse perfeito esse encontro... mais um erro meu...
É ingénuo pensar que podemos planear a perfeição... porque não o conseguimos... entraste não foste mal educado... mas... a timidez apoderou-se de ti... mal falaste. A minha mãe seguiu o teu exemplo e não houve dialogo... não comunicaram sequer... não que haja "culpa" de alguém... pois o único culpado da história sou eu... pensando que podia trabalhar para que este encontro fosse perfeito... não o foi... depois ao falar com a minha mãe... senti-me pior... tinha organizado este encontro entre ambos de forma a ser uma ponte entre os meus dois mundos... e na conversa com a minha mãe senti que existiam muitas barreiras no meio ainda para serem quebradas... senti-me... sozinho nisto... levantei-me... e fomos embora...
Hora de conhecer dois grandes amigos... ambos te curtiram... mas tem a mesma opinião... "...muito calado...".
Nessa noite falamos sobre o jantar... e já te tinha mostrado a minha insatisfação... pois me senti "abandonado" pela minha mãe... mas deixei isso de lado... e aproveitei cada minuto ao teu lado... os momentos que temos juntos são poucos... porque não os aproveitar ao máximo? Foi isso que fizemos...
Nessa noite... entregamos-nos de corpo e alma... as minhas mãos nas tuas, os meus lábios nos teus... nessa noite sim... senti aquilo que nunca tinha sentido... éramos só um corpo... só uma alma... completávamos-nos... se ainda houvesse algum tipo de dúvida acerca de sentimentos... dissiparam-se ... porque naquela noite... eu fui teu... tu foste meu... fomos um unidos pelo nosso amor...
Acordar e ver os raios de sol a baterem no teu rosto... procurar-te mal abro os olhos... para ter a certeza que não é um sonho... de que este amor... não é um sonho e sim uma realidade que sinto no corpo... na pele...
Sabíamos que tínhamos de nos voltar a despedir... sabemos já por experiência o que isso nos custa... mas tinha de ser... tinha de acontecer... o meu coração ficou pequenino quando te vi partir no carro... quando os meus olhos deixaram de te ver... apenas respirei fundo... fechei os olhos e recordei cada segundo deste fim de semana fantástico... que espero que se possa repetir muitas e muitas mais vezes...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

1º Fim de Semana...

Não nego... que estava algo ansioso... tinha pensado muito em tudo, a distância, os meus medos, tudo... não queria magoar-me novamente, mas já estava demasiado envolvido, mesmo que recua-se agora... sabia que me iria magoar...
Surgiu a boleia para Lisboa com um amigo meu... nem pensei duas vezes e resolvi ir. Uma das coisas que não me saiam da cabeça era a diferença existente entre os nossos mundos... sentia algum receio de serem "incompatíveis"... mas como referi já estava demasiado envolvido para recuar... sentia que tinha de arriscar e arrisquei...
Quando chegamos, esperamos por ti... o meu amigo que conhece a outra "história" foi o primeiro a dizer-me "que parecias ser diferente..." e eu concordei plenamente com essa afirmação...
Tens um efeito... estranho em mim... deixas-me com um sorriso ... estranho... é como uma reacção espontânea que não consigo controlar... e lá voltou a acontecer... vi-te... e sorri... fiquei tão contente por te ver...
Fomos embora em direcção a tua casa... e que bela casa (de novo surgiu o medo dos mundos) ... e senti-me algo intimidado, que acabei por falar contigo... mas estavas ali... nos meus braços e estavas tão bem... apenas queria dar-te o que de melhor tenho para dar... o meu carinho... entre beijos... carícias... e abraços deixamos-nos levar pelo doce sabor da paixão... após um banho decidimos encomendar uma pizza para o jantar... até as refeições foram divertidas contigo... e ao serão vimos um filme... nós os dois deitados no teu sofá, abraçados... como se não houvesse mundo... pois o meu mundo és tu...
Após o filme beijei-te e não valia a pena esconder mais ... ou ter medo das palavras... amo-te e seria cobardia não o expressar... dizê-o... apanhei-te de surpresa... fomos deitar-nos... deitas-te sobre o meu peito beijas-me e dizes-me ... "apanhaste-me de surpresas ... eu ia dizê-lo quando viéssemos pra cama... e quando te desse isto" ... e puxas por uma caixinha debaixo da almofada... nela estavam dois colares (que eu tinha referido querer comprar nesse fim de semana quando tivéssemos juntos)... escolhi o meu... ataste-o ... olhaste-me nos olhos e dizeste-me... "eu também te amo"... a partir desse minuto... o meu corpo foi invadido por uma enorme alegria... a partir dali não temia nada ... não tinha medo... tinhas-me mostrado que realmente não estávamos a brincar... que era algo com cabeça, tronco e membros e sobretudo... que juntos podíamos ultrapassar todos os obstáculos que surgissem rumo a nossa felicidade...
No dia seguinte acordamos, fomos passear, ter com uma amiga e tomar um café... e como é linda Lisboa... ao teu lado tudo ganha mais cor... mais vida... mais alegria... nós os dois, de mãos dadas no carro... juntos... a fazer coisas tão banais... repetitivas nas nossas vidas... mas que naquele momento tinham um gosto especial...
Fiz-te o jantar... sparguetti a carbonara... entre o cortar o fiambre... um beijo... o Bacon... um beijo... tudo era tão simples e divertido... jantar pronto... mesa posta por ti... velas aromáticas iluminavam a mesa... servi-te... começamos a jantar "tá bom mor?" perguntei eu... "ta óptimo..." respondeste tu... dei-te uma "garfada" das minhas... e desatamos a rir entre uns devaneios meus...
A noite fomos ao Bairro Alto, conhecer uns "amigos" de loooooonga data... conversar pra cá conversa pra lá... decidimos não ir a disco... voltamos para casa... deitamos-nos e conversamos ainda um pouco antes de adormecer...
No domingo sabíamos que tínhamos de nos despedir... embora as forças e a promessa de voltar a viver tudo aquilo fossem fortes e verdadeiras... custa sempre deixar um bocado do nosso coração para trás... não dava para não deixar correr duas ou três lágrimas que teimavam em aparecer nos meus olhos...
Fomos tomar um café a Baía... e fomos para Lisboa... ao encontro do meu amigo que me levaria de volta... despedi-me de ti de forma formal... embora não me apetecesse largar-te a mão... lá te vi partir... a primeira coisa que fiz quando o carro começou a andar... foi apertar o fio que me penduraste ao pescoço... fechar os olhos ... lembrar o fantástico fim de semana que me proporcionaste e repetir para mim mesmo...
"voltarei meu amor... voltarei para os teus braços"...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O início...

Sim é um facto que tudo se passou a uma velocidade alta... e que apenas permiti-me sentir o momento sem pensar no que poderia vir a acontecer... afirmavas gostar de mim... e eu gostava de ti... para que me tentar tornar racional e tentar impedir-me de sentir algo tão bonito que me estava a preencher aos poucos e poucos...
Desde cedo (e não querendo fazer muitas mais comparações com o passado), percebi que eras diferente, quiçá arriscasse mesmo o oposto... em ti havia algo doce, algo puro e sincero, o teu olhar permitia-me -lo a olho nu... e principalmente vieste cá... sem pensar em nada... precisávamos conversar pessoalmente, não é que já não o tivéssemos feito por net, mas eu pedia e exigia seres capaz de o dizer a olhar para mim, não queria cair em erros infantis e além de mais... tinha medo de me voltar a magoar... por isso precisava de um "passo" teu na minha direcção... e aconteceu... uma semana depois... vieste cá, conversamos, disseste-me (a muito ou pouco custo), que gostavas de mim, que não querias brincar aos namoros, e quais as tuas intenções para comigo...
Ao fim da tarde, com o por-do-sol como pano de fundo, deste-me o nosso 1º beijo... e entre a conversa, olhar, caricias e abraços, pediste-me em namoro... ao que apenas te respondi "posso-te dar a resposta para a semana?" (sim porque na semana seguinte ia finalmente a lisboa)... mas passado umas horas parei para pensar... porque não te daria já a resposta!? Iria ser diferente de uma semana para a outra? ... Não... não fazia sentido... então respondi ... "sim... aceito namorar contigo"... ambos tínhamos a consciência que as coisas não seria fáceis, que teríamos um longo caminho a percorrer mesmo em termos de conhecimento... mas estavamos dispostos a arriscar... e avançamos...
Hoje... posso garantir que foi o melhor que fiz... ainda me falta conhecer mais sobre ti "peluxinho" mas cada coisa que conheço, me faz gostar mais e mais de ti...

Do virtual... pro real...

Pois é... desenganem-se quem pensar que vai ler... "a um ano me separei de ti...", embora não deixe de ser verdade ... não o vou referir pois tenho algo mais bonito para dizer neste post...
Acho que aprendi muito com o tempo... e sem dúvida o destino continua-me a surpreender...
Como se costuma dizer... "a vida dá muitas voltas..." e a minha sem dúvida deu uma volta de 180º... e para melhor...
É estranho, pensar que a maioria das pessoas que conhecemos nos chats e com quem teclamos dia após dia, nunca as iremos conhecer, o que não deixa de ser verdade... mas quando conhecemos alguém que realmente vale a pena, a nossa opinião muda e começamos a perceber que por vezes não deitamos apenas conversa fora...
Foi o que me aconteceu... sempre acreditei que uma relação precisa de ter uma forte base de amizade... e mesmo sem nos aperceber-nos, vamos criando laços de amizade (embora virtuais) com distintas pessoas com as quais conversamos diariamente...
Foi o que aconteceu contigo "peluxinho"... teclamos a quase um ano, falamos de tudo... ora do tempo... ora de outro assunto qualquer que aparecesse no calor do momento... e nem nos apercebemos que estávamos a criar uma forte amizade na qual apenas íamos cimentando dia-a-dia...
Mas seria possível conhecer-te algum dia? Ou não passarias de um "amigo virtual"? O tempo parecia apontar pra uma impossibilidade em conhecer-nos... mas também não ligávamos muito a isso... íamos vivendo cada dia... conversando e vivendo as nossas vidas...
No entanto... o destino deu-nos uma hipótese... e encontramos-nos no jantar ... não nego que me despertas-te desde logo a atenção... mas também estava chateado com umas "saídas" tuas que não me deixaram nada satisfeito... mas sim... despertas-te... sentaste-te ao meu lado no jantar... e vi o teu sorriso de frente... vi o teu olhar... e cativou-me imenso...
Fomos andando pelas "capelinhas do sindicato"... e fomos falando... um pouco agora... um pouco depois... mas despertavas-me a atenção... aquela timidez... aquele sorriso... despertava-me a atenção ... precisava de me aproximar de ti... conhecer-te melhor... não sabia quando voltaria a estar ao lado de alguém que me faz companhia a meses... decidi meter conversa...
Conversa para cá... conversa para lá... demos um pouco a conhecer de cada um... mas a tua timidez... era tão grande... que as vezes me confundia... deixava no ar uma vontade de beijar...
Quando te deixei... fiquei com uma certa frustração... ambos mostramos interesse ... e nem um nem outro conseguiu avançar... nem sabia se realmente querias ou se era eu que estava enganado... até receber a tua sms...

"Gostava de te ter dito que tu és o género de homem que me atrai. Gostava de te ter dito que és mesmo lindo e que me apanhaste desprevenido. Não esperava ficar tão impressionado pela positiva..."

Foi a partir daqui... que tudo mudou e percebi que não estava enganado... foi o... inicio de uma nova etapa.