quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Um dia de cada vez...

Não me esqueci... não deixei de lembrar... apenas... fugi um pouco das páginas "deste diário", mas não deixei de me recordar... esta altura é tremendamente carregada de sensações, de lembranças e recordações... afinal, não é ao acaso que continuas cá dentro do meu peito.
Hoje... e passado tanto tempo, voltei a deitar uma lágrima por ti, e tudo pela publicidade do "red bull air race"... estúpido não é? Pois... eu também achei o mesmo, achei que já não podia chorar, achei que já não podia sentir tanto a falta... mas sinto... não de ti... não da tua pessoa... mas sim do que por ti senti... recordo tão bem a corrida... e eu no comboio para ir ter contigo... ao ver o percurso sobre o Douro e a pensar... "não me vou perder grande coisa... afinal... vou estar com o meu amor"...
A um ano por esta altura, já afirmavamos amar-nos, já faziamos planos para o futuro, pros nossos aniversários, para a passagem de ano... para... tanta coisa... tanto sonho... tanto palavra dita da boca para fora... e eu estupidamente apenas respondia com um sorriso de felicidade por mostrares que era ao meu lado que querias estar... ingénuo que eu era...
Recordo o por de sol no Porto, recordo o jantar no Arrábida Shopping, recordo os passeios nocturnos para conhecer a terra onde trabalhavas, a janela do teu escritório... o teu cheiro o teu sorriso, o teu olhar, que pensei que era verdadeiro... e foi quem mais me mentiu...
Sinto tanta saudade que ainda doi no peito, cada recordação, cada lembrança.... não é de ti... do teu corpo, da tua presença... não para isso já é tarde e já não existe qualquer esperança... mas sinto saudades do meu acordar com um sorriso nos lábios... saudades do brilho dos meus olhos cada vez que o telemóvel assinalava uma sms recebida, saudades do sangue a ferver ... do querer empurrar o comboio para chegar mais rápido a foz dos teus braços...
O que mais me doi... foi o ultimo encontro... arrepia-me a lembrança do entrar no carro e nem sequer falarmos... apenas olhamos um para o outro... os olhos brilhavam, cheios de lagrimas de felicidade que forçavam a saida para ir de encontro... aos sorrisos estampados nos nossos rostos...
como... era feliz a um ano ...
Agora encontro-me mergulhado neste vazio... mas pelo menos agora já luto para sair... já luto para chegar a superficie e ... voltar a ver o sol...
Ainda hoje peço por ti nas minhas orações... embora não saiba de ti... não te desejo mal algum... pois embora me tenhas enganado (ou eu prórpio me deixei enganar...) ensinaste-me a amar e a sentir esse amor ao máximo...
Por essa lembrança doce... sigo as tuas últimas palavras... e vivo um dia... de cada vez...

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