domingo, 26 de abril de 2009

O dia seguinte...

No dia seguinte acordei completamente de rastos... pela situação em si... pelo que tínhamos pasmado... pelo sofrimento... pela dor ... pela minha luta... pela minha humilhação... tentei ver as coisas de uma forma similar ao "pelo menos tentei tudo para que desse certo"... mas este pensamento... apenas ajudava a não custar tanto a situação em si... durante o dia apenas recordava os teus "não's" vincados cada vez que propunha tentarmos... chegando mesmo a achar que estaria, mais uma vez, a adiar o inevitável... mas fez-se luz na minha cabeça... acho que o problema prendias se muito ao facto de "vivermos juntos"... e que eu nunca tinha pensado no assunto com "olhos de ver"... recordo que muita gente me perguntava se não tínhamos ido depressa demais... viver juntos... com tão pouco tempo... sempre afirmei que tínhamos ido rápido... mas que não se prendia ao viver juntos... pois como tinha sido um pedido teu... vincado "inúmeras" vezes, sempre achei que o pedido tivesse uma base sustentada de vontade e de reflexão... sobre o que realmente é "viver a 2"... e nesse momento... ligando ao cansaço... ao teu afastamento... ao teu "quero estar sozinho... desaparecer" vi que não tinha havido reflexão sobre o tema... era uma vontade é um facto... mas que não tinhas pensado na essência das coisas... no sacrifício necessário para que resultasse, na noção do "nosso" espaço... estavas habituado a viver sozinho... e o pedido por muita vontade que tivesses... sempre achaste que eu não era capaz de ter coragem para largar tudo e vir para cá... ao veres que te tinhas enganado... tentaste de todas as formas abordar a questão como se fosse algo "passageiro"... mas NUNCA tiveste a coragem de me dizer "estas-me a sufocar"... "é melhor vivermos separados"... "preciso do meu espaço"... não, nunca o disseste... apenas recorreste aos teus insistentes "amigos" de msn... para desabafar o "como te era difícil ter-me cá"... e com isso percebo que a tua vontade... era apenas da "boca para fora..." porque na realidade, o assunto assustava-te... amedrontava-te como uma criança que tem medo do escuro... e pela tua forma (fechada) de ser... nunca foste capaz de me encarar... preferindo recorrer e expor a tua, a minha, a nossa vida, a pessoas que mal conhecias (e conheces)... Com esta história aprendi... que quanto mais damos a pessoa que amamos... menos valor lhe atribuem... quiçá... como se fossem coisas "banais" que se dão no natal... aprendi também que não devo atirar-me de cabeça... que tenho de mudar uma grande lacuna minha... que é sentir... amar... e fazer tudo o que me pedem... porque ao fazê-lo... exponho-me e coloco-me a jeito para me magoar... aprendi que amar não é sinónimo de lutar... por muito que a envolvente nos deite abaixo... amar é mais depressa, sinónimo de desistir que de lutar...preferindo deixar de acreditar apenas porque algo nos corre mal... (um pouco a imagem dos casamentos actuais onde ao primeiro problema, decide-se logo pelo mais fácil... o divorcio)... em suma... tudo o que eu acreditava e que dava força a palavra "amar"... perdeu-se... amar é um sentimento forte... sentido por duas pessoas... que geralmente nos faz sofrer, porque é o sentimento que nos une... ou nos afasta na mesma medida... basta uma pedra no caminho para mudarmos de direcção... nem pensando sequer na hipótese de contorna-la...
Depois desta "percepção" da realidade... questionei-te... e vi que esse foi realmente o nosso problema... sim... sou capaz de ter "ultrapassado" o limite nalguns momentos... quiçá, retirando-te o teu espaço... mas como te expliquei não foi por mal... foi apenas por acreditar que haveria uma "abertura" de espírito e de mentalidade suficiente para aceitar isso... e não que as "mentes" parassem no tempo... não evoluíssem... e qualquer coisa menos reflectida... causa-se em ti... o mal estar que causou... aos poucos fui perguntando... e fui sabendo a verdade... só te questionei... o porque de nunca me teres abordado sobre isso! Porque nunca tinhas dito "pah... algo esta mal... sinto-me a sufocar quiçá viver juntos não é boa ideia"... eu sei que estou aqui por favor... posso não ter um ordenado fantástico... mas eu me viro... sempre lutei por aquilo que queria... não vai ser agora que vou desistir... mas pelo menos tinhas falado... e teríamos evitado tantas problemas e sofrimento como o que já passamos e estamos a passar... as vezes falar pode-te custar... mas como percebeste... é Essencial numa relação...
Uma coisa que te disse e tenho cada vez mais na minha cabeça é que TU não me mereces... e disso ambos temos a noção que é verdade... o teu "esforço" é o mínimo... a tua luta... é a mínima... apenas reflexo do teu "comodismo" em "esperar para ver o que dá..." Vou sair... vou procurar um sitio para ficar... e namoraremos ao fim de semana... ai quero ver o que vais fazer por nós... ou se vais continuar apenas a pensar no "eu quero fazer isto..." pois infelizmente... é a tua maneira (egoísta) de pensar...

2 comentários:

clara disse...

duas palavras: COMPATIBILIDADE, EMPATIA se não existem não vale apena mendigar o que quer que seja!

100igual disse...

Obrigado pelo teu comentário Clara... não deixas de ter alguma razão mas... tendo em conta que já houve compatibilidade, empatia, entre outros sentimentos... não será possível tentar recuperar esses sentimentos?