segunda-feira, 1 de junho de 2009

1 semana depois...

Fez ontem uma semana que eu disse "acabou"... não o fiz por vontade própria... não o fiz por querer acabar uma relação que para mim me trouxe tanta coisa boa (e má também é um facto), mas que sobretudo... fez-me voltar a acreditar na força do amor e no que ele realmente representa...
Realmente após o fim, tive tempo para pensar, tive tempo para analisar o que fiz de bem e de mal na relação... como já referi anteriormente, a conclusão foi deverás assustadora... não pelos factos em si, mas pela minha postura, pela minha atitude que acabou por ser o oposto de tudo o que acredito e do que é uma postura em mim habitual. Muitos me dizem "essa postura é normal quando se quebra a confiança numa relação"... até pode ser... mas não quero reduzir-me a isso... eu tinha tudo par ver... tinha tudo para te ouvir... e fiz... o contrário... não é isso que eu acredito, não é isso que eu sou... não é... por isso me "massacro" diariamente com estes pensamentos... com este sentimento de culpa irremediável que só uma "nova postura" me poderá fazer melhorar.
Desde quarta que falamos... e desde esse dia que tinha ficado com a impressão que me tinhas ouvido... quiçá não seja bem assim... Ontem quando me buscaste na estação. conversamos... consigo sentir que a confiança continua, que sentes a minha falta (seja muito ou pouco não é relativo quantificar isso)... consigo sentir que de alguma forma te faço falta... apenas não consigo entender o porque do silêncio quando o tema é "nós"... acredito que tenhas medo, acredito e sei que te fiz sofrer bastante, e que essa dor possa ter "ocultado" muito do que sentes por mim, ao ponto de preferires estar sozinho do que manter uma relação Quiçá... mas também te conheço, também sei como és... sei que por muito "só" que sejas, ha momentos em que sentes falta de alguém, não qualquer um, mas sim alguém que nos diga algo, sei que nos momentos em que possivelmente mais precisas-te, em determinadas alturas da tua vida, eu estive ao teu lado, podia não dizer muito... mas pelo menos com um abraço forte e reconfortante sabias que podias contar... o medo te impeça de tentar, quiça a dor tenha atenuado o que realmente sentes, não sei... sei que não es de pedra, sei porque o vi... porque senti e sei com quem partilhei estes últimos meses da minha vida... apenas consigo "pedir" (se é que numa altura destas e nesta posição posso pedir algo) que tentes... que venças o medo e que tentes... não tens nada a perder... e acho que podes ter muito a ganhar...
Penso que já reparas-te que no espaço de uma semana, estou mais forte... penso que concluis que quando me preocupo contigo, não o faço para te agradar, mas sim porque me importo mesmo... não estou a jogar, estou apenas a fazer tudo aquilo que disse que faria... sem ironias, sem fingimentos... estou apenas a ser EU próprio, tal e qual como fui, a 6 meses atras e por quem tu te apaixonas-te.
Já não tenho a certeza contra o que luto, pensei que seria o medo, contra o temo, contra a tua vontade de estar sozinho, a tua forma de ser solitária e os próprios sentimentos que afirmas já não ter a certeza de sentir... mas neste momento não sei se haverá mais algum motivo... não consigo chegar a ti... não me permites aproximar... e esta indecisão apenas me deixa mais confuso...
Sinto que precisava de alguém isento na situação, que pudesse apenas aconselhar-te e dizer-te "... o que te estão a oferecer é uma boa proposta... não perdes nada em tentar... deverias arriscar" ... mas não tenho ninguém que o faça, nem tenho capacidade de pedir isto a alguém...
Não sei se desista... não sei lute... estou confuso... sinto que te perdi... e que pela tua vontade não ha volta a dar... não te posso julgar sobre isso... apenas diria aquilo que digo a todos aqueles que um dia me pediram opinião acerca de relações amorosas... "se amas mesmo... tenta... mais vale sofrer um dia porque tentaste... do que viver uma vida a pensar se tivesses tentado"...

Eu continuo a amar-te... e o unico que sou capaz de pedir... é uma chance de te mostrar que ... pode ser diferente...

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